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sábado, 17 de novembro de 2007

Por que você ouve tanta porcaria?
Revista Aplauso, Porto Alegre, ano 3, nº 22, 2000.Páginas 28-34

Lendo a reportagem acima, da aula de Música na escola, me senti com os pés no chão. Tem músicas que eu me nego a escutar.

Segundo a reportagem, "No caso da música popular brasi­leira - pelo menos nos últimos longos dez anos! -, essa porcaria ema­na sobretudo de inesgotáveis alê-auês que celebram desde frondosas dores-de-cotovelo até ela, preferência nacional, a bunda."

Logo a música com suas melodias harmoniosas que deveriam servir para emanar a delicadeza ou até o questionamento, o ritmo da vida, o compasso do coração, difundir a cultura, é utilizada de forma tão banal para a glória da indústria fonográfica brasileira.

Coloco aqui um questionamento que deixei no fórum de música. Nós educadores temos uma certa parcela de culpa. Afinal, conforme a matéria "O que geralmente acontece no universo das rádios, levando milhares de pessoas a movimentar as altas cifras da indús­tria do entretenimento musical, é a repetição."


Então, nós convivemos com nossos alunos durante, no mínimo quatro horas por dia, cinco dias por semana.


Que tal presenteá-los com repetidas doses de boa música?
Conforme o texto de Fanny Abromovich, Literatura infantil:gostosuras e bobices "o ritmo que o sentimento transmitido através de boas histórias e poesias é dado pelos olhos que vão seguindo linhas e linhas, pela voz que fala, pelo corpo que se move junto, seguindo o compasso dos versos, a cadência do poema, o envolvimento acontecendo por inteiro. Pode ser lindamente bailável, leve, rodopiante, Como um dos poemas de José Paulo Paes em É isso ali:
valsinha
é tão fácil dançar uma valsa,rapaz
pezinho prá frente pezinhoprá trás
prá dançar uma valsa é preciso só dois
o sol com a lua feijão com arroz"

domingo, 21 de outubro de 2007

Para pensar...

Coloco aqui parte da postagem de Maria de Lurdes Fippian acerca do filme
"Doze Homes e uma Sentença"

"Percebí na falta de argumento inicial da maioria dos jurados, esse preconceito repetido várias vezes...Também deu pra notar o quanto é fácil repetir coisas que os outros dizem, sem pensar e refletir; cheguei a imaginar se não é de um mecanismo semelhante que todo esse poder midiático que existe se sustenta?Na verdade, se não fosse um jurado, o Davis(é o nº 8 ?), tentar argumentar, apresentando razões ainda não arroladas, não aceitando a versão das evidências apresentadas até então,com certeza o resultado seria outro.Podemos concluir o quanto é importante exercitar a argumentação, e ver todas as evidências, não so as do senso comum. "

Eu, Mara, sempre questiono a questão do "rótulo" tão comum em nossas escolas: o bagunceiro, o inteligente, o tímido, o reprimido... É sempre necessário saber de que ponto vista se está observando e investigar muuuuuito...