sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Inteligência não basta. Em minha equipe de pesquisa quero pessoas com quem as outras gostem de conviver."

O título desta postagem é uma citação de Randy Pausch, assim como a passagem a seguir que retirei do livro "A Lição Final":
"Entre os educadores é um clichê corrente que o oobjetivo número um de todo professor deveria ser  o de ajudar os alunos a aprenderem a estudar.
Naturalmente, sempre recoonheci o valor dessa premissa. mas a meu ver, um objetivo melhor seria: ajudar os alunos a aprenderem a se avaliar...
Afinal, o educador ajuda mais o aluno quando o faz refletir a respeito de si mesmo...
Nós professores representamos o papel de treinadores, permitindo que os alunos tenham acesso aos equipamentos(livros, laboratórios, ...), e depois é nossa função exigir.( aqui eu complemento: sempre por perto, ORIENTANDO)...
Temos de elogiá-los quando merecem e lhes falar honestamente quando ainda precisam se esforçar mais.
A função de um professor é ensinar os alunos a perceberem o progresso de suas mentes, assim como eles vêem os músculos se desenvolvendo. O melhor da academia de ginástica é que se a gente se esforça, o resultado é óbvio. O mesmo deveria valer para a escola."(Págs 128 e 129)
A escrita acima são apenas pérolas que retirei das páginas citadas mas a íntegra é muito interessante e segue relatando uma experiência sobre construir auto-estima através de projetos realizados em grupos cada vez com colegas diferentes onde uns dependiam dos outros e as avaliações eram realizadas pelos alunos e registradas numa planilha. As perguntas a serem consideradas pelos alunos eram:
1) Os colegas acharam que ele se esforçou bastante? Quantas horas exatamente os colegas acham que ele dedicou ao projeto?
2) Até que ponto sua contribuição foi criativa?
3) Os colegas acharam fácil ou difícil trabalhar com ele? Foi cooperativo?
Além dos gráficos haviam complementações informais como: Deixe os outros terminarem as frases quando estiverem falando.
Enquanto lia me transportei para a sala de aula com o objetivo de estabelecer um paralelo entre a turma de Randy Pausch e outras turmas com as quais trabalhei com projetos, especialmente a Escola Professor Dietschi de Rondinha onde iniciamos com o Projeto Envolva-se com a Dietschi em que o principal objetivo foi resgatar o valor da escola e do proprio Balneário Rondinha pois era evidente a veneração por tudo que vinha de fora e a desvalorização de todo um potencial natural do lugar.
O primeiro desafio foi justamente uma auto-avaliação e depois a definição das metas a serem cumpridas de acordo com as potencialidades de cada um. Nos reuníamos uma vez por seman e ao final de cada encontro fazíamos o registro do que havíamos feito e avaliávamos nosso desempenho com a maior naturalidade e sinceridade, talvez esse o segredo do então sucesso deste que acabou sendo o projeto piloto da escola durante 2 anos e o qual me orgulho de ter orientado durante todo este tempo em que estive nesta escola.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Cabana

Um dos livros que consegui ler durante a graduação, talvez por tratar da nossa relação com Deus e também com a morte que me deixou sem direção em 2009. 

O livro é fascinante! Encontro pessoas que não leram até o final porque acharam surreal ao chegarem mais ou menos na metade do livro. 
Aconselho a todos que continuem... 
Só chegando no final é que o meio se explica... 
Muuuuuuuuito bom!

Da página 195 retirei a seguinte citação de Frederick Buechner:
" Você pode dizer adeus a sua família e a seus amigos e afastar-se milhas e milhas e, ao mesmo tempo, carregá-los em seu coração, em sua mente, em seu estômago, pois você não apenas vive no mundo, mas o mundo vive em você"

Falando em família, criei um blog para registrar os eventos da minha família com a ajuda do João Victor, uma pessoa que gosta muito trabalhar com blogs e que acredita na construção coletiva do texto escrito e de imagens. Ele tem me incentivado bastante na continuação dos blogs que eu criei durante a graduação e de outros como esse da família Bilhalva disponível em http://familiabilhalva.wordpress.com/

Além de incentivar, o João Victor também me ajuda muito. Ele que me ajudou na criação do blog da minha família no wordpress que tem mais e melhores funcionalidades. Muito interessante!!! Vale a pena conferir...

Valeu João... Muito Obrigada!!!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tecnologia: Ferramenta para a construção de aprendizagem significativa, colaborativa, interativa.

Escolhi este tema para defender minha tese de TCC porque a grande mudança que ocorreu tanto na minha vida pessoal quanto profissional a partir do PEAD foi a utilização de Mídias e Tecnologias.

Maturana(2001) diz que 
“A educação é um processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro.” 
O contexto escolar é um espaço de convívio onde pessoas diferentes que vem de espaços e famílias diversas se relacionam e aprendem com suas diferenças na interação de suas ideias.
Esta interação precisa de um mediador que aceite romper com estruturas tradicionalmente consideradas corretas e imutáveis para ser alguém que ousa e que permite a ousadia de seus alunos, que se envolva com responsabilidade, que se comprometa através de suas ações participativas  que muitas vezes gerarão conflitos mas que fatalmente levarão a construção de conceitos que transformarão os sujeitos e o meio onde vivem.
É certo que toda a minha vida se transformou a partir do PEAD com a utilização das tecnologias. Adquiri hoje por exemplo um GPS, coisa que há 5 anos atrás jamais eu compraria, teria medo de mexer, acharia desnecessário. Hoje percebo que tudo vem para facilitar a nossa vida e que eu sou capaz sim de aprender a utilizar e me valer desta tecnologia para melhorar a minha autonomia pelos deslocamentos nos lugares que não me são familiares.
Meus alunos desde o meu ingresso no PEAD utilizam o computador sendo que na primeira escola onde trabalhei montamos um grande projeto que envolveu toda a comunidade para a aquisição de máquinas que fossem ligadas a internet que foram utilizadas para a criação de blogs para todos os alunos da escola que interagiam entre si e com todos os professores, para os quais também foram criados blogs.
Atualmente estou em outro município onde também encontrei outros professores que se engajaram na idéia de utilização das mídias e tecnologias para tornar as aulas mais atraentes e dinâmicas com atividades colaborativas.

"Apresentar o computador à criança, desmistificá-lo, mostrar à criança o seu potencial e as suas limitações, ensinar a criança a utilizá-lo e a dominá-lo, são funções a que nenhuma escola pode-se furtar hoje. Amanhã já será muito tarde."(CHAVES, 2004)

Penso que esta é a minha missão a partir desta etapa vencida. Foi um presente na minha vida esta graduação onde tantas e significativas mudanças ocorreram. Agora cabe a mim disseminar esta semente para que mais alunos, mais professores, mais escolas e mais comunidades possam ser beneficiados com aulas mais atraentes, com alunos mais presentes e com comunidades mais participativas.

Abaixo compartilho um vídeo feito a partir de projetos de aprendizagem que meus alunos apresentaram para outros alunos da escola:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


O eixo 9 foi movido a reflexões daquilo que vivemos durante o PEAD. Nunca mais seremos os mesmos.Temos agora obrigação de dividir com o mundo o que recebemos: o valor da troca, da partilha, a ousadia, a vontade de transformar...
Foi o semestre da construção do TCC, que eu só conhecia de nome. Agora tive que construir o meu baseada nas teorias estudadas, nas atividades realizadas e nas conclusões por mim tiradas, construindo argumentações a partir de evidências documentadas durante o estágio no semestre passado.
A experiência foi rica, pois buscando reflexões construídas desde o início do curso, fui me reencontrando com várias facetas minhas durante a graduação o que mexeu com as minhas lembranças tanto no âmbito pessoal quanto profissional.
Para mim também foi hora de organizar documentação, transferir de Polo e procurar uma disciplina eletiva para que eu concluísse as horas complementares exigidas até o final da graduação. Minha escolha foi justamente por Mídias e Tecnologias porque pretendo continuar buscando novas alternativas que possam tornar as aulas atrativas, colaborativas, que valorizem as competências e que incluam todos os alunos. Depois do blog da nossa turma pretendo agora poder fazer com que meus alunos participem de oficinas de fotografias, telejornais, vídeos e quem sabe no ano que virá eles possam criar um curta metragem para compartilhar em alguma rede social. É um sonho, mas é assim que começam as ações mais significativas da vida. E mesmo que tenha aprendido muito acerca da utilização de mídias e tecnologias nos espaços escolares, penso que agora é comigo continuar buscando aperfeiçoamento para assim orientar os alunos na troca colaborativa que os ambientes virtuais proporcionam.

O Eixo 8 foi muito gratificante porque ocorreram muitas trocas no grupo de colegas do PEAD. Chegamos a brincar que poderíamos criar uma escola onde pudéssemos todas nós trabalhar juntas unindo-nos a favor da utilização de tecnologias nos nossos Projetos de Aprendizagem.
Eu fiz estágio com uma turma de 3º Ano do Ensino Fundamental de uma Escola Estadual de Campo Bom.
Desde os primeiros dias de aula os alunos sentaram-se em grupos o que eles achavam o máximo porque nunca tinham tido esta disposição de mesas em suas salas de aulas anteriores. Outra novidade inicial foi a utilização diária do meu notebook em sala de aula porque não tínhamos acesso ao laboratório de informática. No início a maioria dos alunos nunca tinha tido contato com esta ferramenta então não sabia utilizar letra maiúscula, trocar de linha, acentuar palavras, enfim... Hoje continuo com esta turma de alunos e já temos acesso uma vez por semana no laboratório de informática, então não levo mais o notebook todos os dias para a sala de aula. Em outubro quando começamos a pensar num passeio de final de ano eles trouxeram várias sugestões de lugares. Foi então que um aluno disse: - professora traz o teu note amanhã prá gente pesquisar estes lugares e ver se tem mais informações, assim fica mais fácil de decidir. Me senti realizada! Valeu a pena ter feito esta troca com eles, tamanha foi a autonomia construída neste ano com a utilização de tecnologias.
Os pais dos alunos apoiaram desde a primeira reunião onde assinaram prontamente a autorização de publicação dos trabalhos e imagens dos filhos, sentindo-se orgulhosos em poder acompanhar e participar de forma interativa através da internet com toda a turma.
Vale também registrar aqui a presença constante da tutora Celi e do professor Luiz Carlos Bombassaro sempre me orientando durante a preparação, a duração e no fechamento do estágio. Isto foi muito importante para andamento tranqüilo com que aconteceu este eixo que foi muito importante para a consolidação das aprendizagens da graduação.
"Quem tem o que dizer deve assumir o dever de motivar, de desafiar quem escuta, no sentido de que, quem escuta diga, fale, responda."(Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, p.44)

No eixo 7 houveram mudanças radicais na minha vida pessoal, profissional e estudantil porque duas pessoas extremamente importantes para mim, meu pai e meu marido, passaram a fazer parte de uma dimensão diferente da minha, a partir de junho de 2009. E, apesar de sentir constantemente suas presenças, foi e continua sendo um tempo muito difícil. Eu percorri o eixo 7 com muitas dificuldades porque não conseguia raciocinar. Muitas lembranças e atividades diferentes invadiam meus pensamentos fazendo com que minha produção acadêmica não progredisse. Mesmo assim, consegui graças a ajuda dos professores, tutores e colegas construir aprendizagens importantes. A Interdisciplina de EJA, que nos trouxe as contribuições de Paulo Freire alertando para uma educação de Jovens e Adultos onde se leve em consideração as vivências dos educandos; a Interdisciplina de Libras, esta língua que no início me fez sentir estrangeira dentro do meu país e com a qual pude me familiarizar e refletir acerca dos alunos que necessitam dela para se comunicar e que nós professores precisamos buscar aperfeiçoamento para que a inclusão ocorra mas que haja aprendizagem, porque sem comunicação não há aprendizagem. Foucault explica que a mudança do tipo de linguagem que utilizamos é uma exigência da própria sociedade que impõe regras de convivência pré-estabelecidas que variam conforme o assunto e a pessoa com a qual estamos nos comunicando. Didática, Planejamento e Avaliação me fez refletir sobre a importância da interdisciplinaridade, da colaboração e da convicção que precisamos ter ao assumir esta ou aquela linha filosófica, porque de nada adiantam as teorias se não as colocarmos em prática Santomé  que tem posições muito afins com Paulo Freire defende a promoção dos currículos integrados e que a educação é um ato político pois através de uma filosofia que requer convicção e colaboração, busca socializar as novas gerações que manifestam as evidências do que já sabem, são desafiadas a refletirem sobre seus pontos de vista e fazerem conjecturas facilitando assim os processos de ensino-aprendizagem.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


O eixo 6 nos trouxe reflexão acerca da inclusão. Eu penso que a inclusão ainda está muito no papel porque simplesmente os alunos estão freqüentando classes ditas normais mas muitas vezes são largados a própria sorte.
Tive oportunidade de trabalhar com um aluno especial. Ele era realmente uma pessoa especial. Eu o conheci em 2004 e juntos formamos um belo par. Eu agora não trabalho mais na escola onde ele estuda mas mesmo distantes não deixamos de nos falar pelo telefone. Há um relato do meu trabalho com ele em http://peadportfolio156808.blogspot.com/2009/04/inclusao-de-fato-e-de-direito-e-o-que.html
Ele escreve ortograficamente correto e sabe a tabuada de cor. Mas sua maior habilidade é com a tecnologia. Quando eu descobri isso e percebi que os professores não esperavam que ele copiasse para depois apagarem o quadro já que ele é lento para copiar pois sua dificuldade é mais motora, pedi aos pais que comprassem um laptop para ele, ajudei-o a criar uma pasta para cada disciplina e convenci os outros professores, a coordenação e a direção da escola a permitirem que ele utilizasse esta ferramenta para que conseguisse mais agilidade na hora de registrar suas reflexões. Foi incrível a sua transformação a partir daí. Agora ele tem todos os registros. Quando podemos sempre nos encontramos para matar saudades e ver como anda sua organização com o notebook.  
Warschauer (2006), a inclusão digital é uma faceta da inclusão social e consiste, além
de proporcionar o direito de acesso ao mundo digital para o desenvolvimento intelectual