quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Aguardem em breve
nosso Projeto Envolva-se com a Dietschi
no Jornal do PEAD
No dia 31 de outubro estiveram visitando o andamento do Projeto Envolva-se com a Dietschi a Professora Nádie Christina Ferreira Machado e a jornalista Alessandra Nevado.
Primeiro quero dizer da grande honra que foi recebê-las na nossa escola e mostrar a elas o empenho e a união das mães e alunos presentes em transformar o espaço e os elementos que temos através do nosso envolvimento.
Elas puderam ver a fabricação de sabão, a seleção do lixo, os monitores do laboratório de informática, a separação e soma das notas fiscais, enfim...
Foi uma tarde muito agradável na companhia de pessoas tão delicadas e interessadas em conhecer e divulgar o Projeto Envolva-se com a Dietschi.
Projeto Envolva-se com a Dietschi

Em setembro de 2008 tivemos o prazer de receber o convite para parceria no Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do RS na capacitação da comunidade local do litoral norte e médio, em relação à fabricação de sabão a partir da reciclagem de óleo de cozinha apoiando o Projeto "Conservação de Fauna no Litoral Norte e Médio do Rio Grande do Sul", no edital Petrobrás Ambiental 2008.

A utilização do óleo de cozinha como matéria prima para a fabricação caseira de sabão vem sendo desenvolvida desde abril de 2008 por nosso grupo e tem alcançado resultados significativos na comunidade de Arroio do Sal, no Litoral Norte do RS. Nesse sentido acreditamos que a participação no projeto venha a ser uma oportunidade ímpar para a disseminação dessa prática de geração de renda para comunidades carentes no litoral norte e médio do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Organização do Ensino Fundamental

Concepções e Normas de Currículo e de Avaliação

A legislação permite autonomia à escola para escolher o tipo de cidadão que pretende formar através do currículo que propõe e da avaliação que faz dos seus alunos.
Uma educação de qualidade requer que os sujeitos envolvidos conheçam as regras a que estão submetidos, no entanto esta não é a realidade encontrada na minha escola. Neste semestre, tivemos uma estagiária que ao estudar o Projeto Político Pedagógico da escola, fez alguns questionamentos que acabaram fazendo com que a equipe de gestão da escola, propusesse um estudo deste plano desconhecido para a maioria dos atuais professores, funcionários, alunos e pais.
Ainda estamos estudando e fazendo as reformulações que julgamos necessárias. Mas, particularmente penso que toda a mudança deve ocorrer de dentro para fora e infelizmente ainda estamos longe de adquirir consciência coletiva para juntos buscar a transformação e uma real educação de qualidade. Percebo ações isoladas que fazem a diferença, mas para fazer acontecer em educação é necessário garra, coragem, persistência, envolvimento, conhecimento, embasamento teórico e às vezes acabo me sentindo uma formiguinha em meio a um bando de gafanhotos.
Lendo o projeto político pedagógico da escola encontro em suas linhas um encorajamento na busca de uma educação libertadora, democrática... Mas, a começar pelo regime seriado pois determina o tempo que todos os alunos terão para aprender determinados conteúdos, sem considerar os percursos individuais e as construções coletivas até a avaliação que diz contemplar o aluno como um todo mas classifica-o ao final de cada trimestre e seleciona-o ao final de cada ano mostra que as frases bonitas são apenas no papel. Acredito mais no regime ciclado onde para o sistema de produção e começa o progresso, a aprendizagem, a construção do conhecimento de onde o aluno está e não parar e começar tudo de novo. Afinal todas as aprendizagens são assim, não se determina um tempo para a criança começar a andar por exemplo, ela vai adquirindo confiança durante cada passo que ela dá e assim vai seguindo e no seu tempo ela começa a andar com segurança. Penso que o regime ciclado funciona bem melhor mas volto ao ponto anterior, nossas cabeças têm que mudar primeiro pois o trabalho de toda a comunidade escolar é coletivo, a construção é grupal e a sistemática da avaliação deve ser muito criteriosa, cuidadosa, detalhada e por isso mais trabalhosa entretanto os resultados compensam com uma responsabilidade de fracasso que deixa de recair somente sobre o aluno reprovado para construir, repensar uma educação que realmente tenha qualidade, competência, envolvimento...

" O aluno não vai à escola para tirar notas,
vai para aprender, para crescer,
para se desenvolver."
Freinet, educador francês

REFERÊNCIAS:
http://www.centrorefeducacional.com.br/progrcont.htm
SILVA, Maria Beatriz Gomes da, Organização Curricular da escola e Avaliação da Aprendizagem,
Organização e Gestão da Educação

Educação Nacional e sistemas

Numa república federativa como é a do Brasil, os estados têm poder para implementar suas próprias políticas.
No entanto, sabemos que na história recente do Brasil, durante o regime militar este federalismo sofreu estancamento pela centralização e o controle exercido pelo poder central.
N a década de 80, período de abertura política e quando então a democracia se fortaleceu com o clamor do povo que saiu às ruas explanando seus desejos após décadas de silêncio, as bases federalistas foram reavivadas e recuperadas.
A oferta educacional brasileira nasceu descentralizada, pois antes do Brasil tornar-se república, as províncias e os municípios já eram responsáveis pelo ensino primário e/ou secundário.
Esta interpretação se manteve após a instalação da república, quando a atuação do governo central nesta esfera poderia até ser um desrespeito segundo alguns pontos de vista.
De lá para cá, a União tem construído uma organização nacional, mas a gestão e financiamento do ensino básico continuam se mantendo como responsabilidades dos estados e municípios.
Já na constituição de 1988 lemos que os sistemas de ensino, federal, estadual e municipal devem ser organizados em regime de colaboração no que se refere à oferta, ao financiamento, ao planejamento e a normatização da educação.
Pela Emenda Constitucional Nº 14/96, a colaboração entre os sistemas deve priorizar o ensino obrigatório (fundamental).
A oferta de educação infantil e ensino fundamental deve ser priorizada pelos municípios, os estados devem priorizar o ensino fundamental e o ensino médio enquanto a União financia a rede pública federal de ensino e presta assistência financeira e técnica aos estados e municípios, garantindo equalização de oportunidades e padrão mínimo de qualidade de ensino.
Quanto ao financiamento, a constituição estabelece que o governo federal deve aplicar na educação 18% e os estados e municípios 25% do impostos recolhidos.
A constituição de 1988 definiu que devem ser elaborados planos plurianuais nacionais de educação e de acordo com a LDB, estados e municípios também devem elaborar planos de educação articulando níveis de ensino, integrando as ações do poder público e com a contribuição dos três níveis governamentais.
Os poderes legislativo, executivo e judiciário participam e interferem na normatização da educação elaborando leis, complementando a legislação existente e julgando sua inconstitucionalidade.
Apesar de estar na lei o regime de colaboração que deve existir entre os sistemas de ensino, ele ainda caminha a passos lentos. O envolvimento dos sujeitos com a educação é quase inexistente se considerarmos o número de pessoas que estão ligadas a educação em todos os sistemas de ensino.
A prática anda ao lado da organização formal da lei em todos os níveis a começar pelas nossas escolas. É tão difícil reunir um grupo que queira discutir e colocar em prática ações que viabilizem um ensino mais cooperativo, interativo, interdisciplinar... E isto somente se agiganta como uma imensa bola de neve ao se afastar da nossa escola e andar para uma esfera municipal, estadual, federal...
Eu não lembro qual o termo usado pela professora Isabel na aula presencial, mas ela instigava que as decisões deveriam ser tomadas debaixo para cima. Pensei numa escola onde pudéssemos pensar e lutar pelos ideais desta comunidade e que as decisões não viessem de cima para baixo. Mas isto é um sonho que só vai acontecer no dia em que nós educadores apesar dos nossos horários complicados criarmos laços afetivos importantes com os alunos e a comunidade onde nos encontramos e acreditar na educação, lutando para que ela realmente aconteça e que através dela possamos ter feito a diferença para que um mundo melhor esteja por vir.
Acredito que somente desta forma com educadores que acreditam no seu potencial e no de seus alunos, vamos conseguir que os sistemas de ensino cooperem entre si e parem com o jogo de empurra, empurra porque nós aceitamos isso, somos inseguros e não acreditamos de verdade como grupo que luta assim como uma mãe luta até o fim sem abandonar seus filhos, por isso é que os sistemas não funcionam... Começa sim por cada um de nós!

Bibliografia

- FARENZENA, Nalú. Federalismo e Descentralização. Porto Alegre, 2007 (mimeo).
- FARENZENA, Nalú. Responsabilidades das esferas de governo para com a educação. Porto Alegre, 2007 (mimeo).
- FARENZENA, Nalú. Sistemas de Ensino. Porto Alegre, 2007 (mimeo).
Psicologia da Vida Adulta

ETAPAS DA VIDA DESCRITAS POR ERIKSON

COMPORTAMENTOS QUE EVIDENCIAM ESTAS ETAPAS


Confiança x Desconfiança
É quando o bebê aprende a obter o alimento, a higiene. É muito importante o papel da mãe que enquanto amamenta olha seu bebê que procura seu olhar. Esta criança terá confiança que sua mãe cuida, protege, que se afasta mas retorna porque o ama.

Autonomia x Vergonha e Dúvida
A energia da pessoa está voltada para a auto-afirmação. É comum ver crianças desta idade lutando pela posse de um mesmo brinquedo que a poucos minutos estava jogado. É importante nosso posicionamento de negar que a criança faça aquilo que realmente não pode fazer e deixar que ela experimente tudo o que é possível sempre observando limites o que requer atenção contínua de um adulto pois ela está com as habilidades motoras a flor da pele o que faz com que queira experimentar tudo e isto pode causar acidentes.

Iniciativa x Culpa
Etapa da fantasia: meu filho costumava ver anjinhos sentados com ele no carro ou no quarto. Nesta fase é comum o clubinho do Bolinha e da Luluzinha. As crianças separam-se para brincar com os do mesmo sexo. Começam então a fazer perguntas sobre as diferenças sexuais que devem ser respondidas com naturalidade até que a curiosidade esteja satisfeita sem precisar ficar aquém ou ir além

Indústria x Inferioridade
Começo da vida escolar. É hora de produzir, ajustar-se a um novo grupo social. Nesta fase é comum ver alunos que se sobressaem, chegam a ser obsessivos enquanto outros se apagam em detrimento das idéias dos outros. Importante o papel do professor que dá espaço para que todos manifestem sua opinião.

Identidade x Confusão de Papéis
Idade em que as pessoas se identificam com os ídolos chegando a fazer tatuagens, cortes e pintura de cabelo para ficar parecidos com eles, gostam de ficar sempre rodeadas de amigos e questionam a ética dos pais através dos ensinamentos que receberam na infância. É importante que os pais passem aos filhos a certeza de que atitudes de respeito, solidariedade, honestidade são realidade através das suas ações e que não abandonem seus filhos pois é comum os pais dos alunos do 1º Ano irem a escola levá-los todos os dias e os pais dos alunos adolescentes não irem sequer pegar a avaliação dos filhos na escola

Intimidade x Isolamento
É o início da maturidade. É a hora das escolhas que mais tarde farão muita diferença. Aqui a participação dos pais inexiste diretamente pois o indivíduo sozinho é que escolherá a que trabalho produtivo irá se dedicar, com quem irá partilhar suas angústias e alegrias mais íntimas, de quem irá cuidar, para quem irá voltar todos os dias. Conheço um rapaz que tem 34 anos e não consegue se relacionar por muito tempo nem com mulheres e nem com amigos. Acredito que este pode ser um caso em que houve isolamento talvez por uma etapa anterior mal resolvida

Generatividade x Absorção em si mesmo
Aqui é a hora de dar um rumo mais certeiro na vida. É hora de ver se a educação que demos aos filhos funcionou, se o trabalho que escolhemos nos satisfaz profissionalmente, pessoalmente e economicamente e se a pessoa que escolhemos para viver nos satisfaz como pessoa. Eu me senti até aliviada quando li sobre Erikson porque muitas vezes fico me sentindo culpada com relação a minha família já que tenho outros interesses além dela que é o meu maior tesouro sem dúvida. Mas é que me envolvendo em assuntos que dizem respeito ao bem estar na escola por exemplo, quero ver a comunidade onde moro crescer mas crescer não no número de pessoas mas em cultura, educação, qualidade de vida e só consigo visualizar isto se começar pela escola, onde nossos alunos comecem a respeitar, a ajudar mais a si, os outros, a nossa comunidade e juntos possamos construir um futuro melhor para todos aqueles que virão depois de nós e isto é algo que me inquieta, me faz ter energia e não me acomodar

Integridade x Desespero
Neste momento da vida todos nós teremos a certeza do fim mais próximo do que nas outras fases. O que nos tornará reflexivos e poderemos olhar para trás e verificar a qualidade das nossas escolhas. Aqui eu vejo meus paizinhos que já são bem velhinhos e sempre dizem que são muito felizes pois têm 11 filhos vivos, honestos, trabalhadores, que deram-lhes netos e bisnetos os quais só lhes dão alegrias.


entados com ele no carro ou no quarto. Nesta fase é comum o clubinho do Bolinha e da Luluzinha. As crianças separam-se para brincar com os do mesmo sexo. Começam então a fazer perguntas sobre as diferenças sexuais que devem ser respondidas com naturalidade até que a curiosidade esteja satisfeita sem precisar ficar aquém ou ir além
Indústria x Inferioridade
Começo da vida escolar. É hora de produzir, ajustar-se a um novo grupo social. Nesta fase é comum ver alunos que se sobressaem, chegam a ser obsessivos enquanto outros se apagam em detrimento das idéias dos outros. Importante o papel do professor que dá espaço para que todos manifestem sua opinião.
Identidade x Confusão de Papéis
Idade em que as pessoas se identificam com os ídolos chegando a fazer tatuagens, cortes e pintura de cabelo para ficar parecidos com eles, gostam de ficar sempre rodeadas de amigos e questionam a ética dos pais através dos ensinamentos que receberam na infância. É importante que os pais passem aos filhos a certeza de que atitudes de respeito, solidariedade, honestidade são realidade através das suas ações e que não abandonem seus filhos pois é comum os pais dos alunos do 1º Ano irem a escola levá-los todos os dias e os pais dos alunos adolescentes não irem sequer pegar a avaliação dos filhos na escola
Intimidade x Isolamento
É o início da maturidade. É a hora das escolhas que mais tarde farão muita diferença. Aqui a participação dos pais inexiste diretamente pois o indivíduo sozinho é que escolherá a que trabalho produtivo irá se dedicar, com quem irá partilhar suas angústias e alegrias mais íntimas, de quem irá cuidar, para quem irá voltar todos os dias. Conheço um rapaz que tem 34 anos e não consegue se relacionar por muito tempo nem com mulheres e nem com amigos. Acredito que este pode ser um caso em que houve isolamento talvez por uma etapa anterior mal resolvida
Generatividade x Absorção em si mesmo
Aqui é a hora de dar um rumo mais certeiro na vida. É hora de ver se a educação que demos aos filhos funcionou, se o trabalho que escolhemos nos satisfaz profissionalmente, pessoalmente e economicamente e se a pessoa que escolhemos para viver nos satisfaz como pessoa. Eu me senti até aliviada quando li sobre Erikson porque muitas vezes fico me sentindo culpada com relação a minha família já que tenho outros interesses além dela que é o meu maior tesouro sem dúvida. Mas é que me envolvendo em assuntos que dizem respeito ao bem estar na escola por exemplo, quero ver a comunidade onde moro crescer mas crescer não no número de pessoas mas em cultura, educação, qualidade de vida e só consigo visualizar isto se começar pela escola, onde nossos alunos comecem a respeitar, a ajudar mais a si, os outros, a nossa comunidade e juntos possamos construir um futuro melhor para todos aqueles que virão depois de nós e isto é algo que me inquieta, me faz ter energia e não me acomodar

Integridade x Desespero
Neste momento da vida todos nós teremos a certeza do fim mais próximo do que nas outras fases. O que nos tornará reflexivos e poderemos olhar para trás e verificar a qualidade das nossas escolhas. Aqui eu vejo meus paizinhos que já são bem velhinhos e sempre dizem que são muito felizes pois têm 11 filhos vivos, honestos, trabalhadores, que deram-lhes netos e bisnetos os quais só lhes dão alegrias.


Bibliografia:
AS OITO IDADES DO HOMEM, segundo Erik Erikson, por David Elkind
Organização do Ensino Fundamental

Gestão Democrática da Educação e Gestão da Educação Escolar

A organização escolar vem sofrendo modificações através do avanço das questões democráticas debatidas, pois a democracia foi e ainda está aos poucos se desenvolvendo criando novas formas de relações entre as pessoas, pois para que a democracia realmente se instale, é necessário que todos os agentes sejam pessoas informadas, participativas, envolvidas com as questões sociais e que este envolvimento seja comprometido com o todo e não apenas com uma parte ou outra. Como se vê, apesar da palavra democracia estar no centro de muitos debates, a sua concepção ainda está longe de ser vivenciada.
Numa perspectiva democrática a organização escolar deve envolver toda a comunidade escolar, que deve escolher seus representantes na direção da escola, no conselho escolar, no grêmio estudantil, na Associação de Pais e Mestres. Estes ativamente precisam planejar, participar das atividades, avaliar e garantir que as normas, as práticas sociais sejam cumpridas sempre através de práticas transparentes, abertas e diretas que permitam a todos os agentes questionar, compreender e interceder pela escola em toda a comunidade.
Na escola onde eu trabalho temos pais comprometidos e omissos, alunos responsáveis e relapsos e professores e professores... como em todos os lugares, nada é perfeito! Temos CPM, Conselho Escolar e escolhemos nossa atual diretora através de eleição(era a única candidata). Mas ainda caminhamos longe de uma gestão democrática. Não porque tenhamos uma escola autoritária, bem pelo contrário, a insegurança, a permissividade sem o compromisso, sem normatização, sem o envolvimento são atitudes que me incomodam muito. Nas reuniões acontecem as prestações de contas, as escolhas do que fazer com o dinheiro, mas falta diálogo quanto a organização da vida funcional, escolar e de dinâmicas de organização do ensino.
Nosso Plano parece um poema de tão lindo. Mas a prática de sala de aula e a participação dos pais muitas vezes deixa a desejar, até por falta de solicitação.
Acredito que somente juntos possamos criar normas claras e diretas através da participação de todos e exigir o cumprimento delas com segurança.

Bibliografia

A Gestão Democrática como Modelo Institucionalizado de Administração da Educação
O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática
Construção da Gestão Democrática do Ensino Público – contexto histórico.
Psicologia da Vida Adulta
ser adulto
características do adulto
desafios da vida adulta
aprendizagem do adulto
Toda pessoa que sai da adolescência e que adquire maturidade para lidar com suas emoções, seus problemas, suas conquistas é considerado por mim como adulto.
Uma pessoa adulta em primeiro lugar é responsável por seus atos e deve responder por eles. Portanto o autocontrole é imprescindível pois se todos começarmos a agir impulsivamente, como adolescentes penso que o mundo será um verdadeiro caos.

Para ser adulto não basta ter idade, mas saber lidar com as tristezas e alegrias que a vida proporcionar. Quando falo em alegrias me refiro a conquistas que alguns profissionais alcançam, ganham prestígio e dinheiro rapidamente mas não tem estrutura emocional e nem praticidade para saber o que fazer. Estes são justamente os desafios da vida adulta: conseguir um emprego, viver e cuidar com dignidade das pessoas que amamos.

Certa vez meu pai me disse que ganhar dinheiro era fácil, difícil era saber gastá-lo. Naquele momento achei que ele estava menosprezando todo o meu cansaço após um mês de trabalho e meu primeiro contracheque. Hoje entendo que o trabalho é a melhor coisa que pode nos acontecer pois nos ocupa, nos dignifica e nos faz sentir importantes e úteis.

Acho que não tem outra forma de aprender senão participando da construção do próprio conhecimento. Meu pai tinha razão: é difícil por exemplo saber gastar o dinheiro que ganhamos, definir prioridades, quando todas são importantes... é mesmo... ele tinha razão! Mas só podemos aprender fazendo, errando, tentando acertar de novo, consertando, refazendo...