quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PRECIOSO TEMPO

Viver como talvez morrer, é recriar-se:
A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida,
mas elaborada. Eventualmente reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Lya luft
Link para a tabela do tempo que eu organizei para este semestre:

http://marabraum.pbwiki.com/Semin%C3%A1rio-Integrador-V

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Apresentação de Trabalho na Fundação Zoobotânica

A IV Jornada de Iniciação Científica: Meio Ambiente promovida pela FEPAM e Fundação Zoobotânica ocorreu de 16 a 19 de junho de 2008.

A apresentação oral do nosso trabalho foi no dia 17 de junho na sala 1 da Fundação Zoobotânica. Assistimos a várias apresentações feitas por universitários de vários lugares do Rio Grande do Sul como Uruguaiana, Itaqui, Novo Hamburgo, São Leopoldo e outros.

Foi uma vivência importante porque tivemos a oportunidade de conhecer trabalhos que estão sendo realizados por outras entidades e cuja apresentação estava sendo avaliada por uma banca que questionava bastante.

Mas eu gostaria de escrever aqui toda a minha satisfação e orgulho em estar participando desta jornada. Minha filha que é a autora foi quem apresentou nosso trabalho intitulado EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM A COMUNIDADE DO ENTORNO DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL TUPANCY, ARROIO DO SAL (RS).

Quando terminou a nossa apresentação era visível a admiração da banca pelo trabalho realizado mas ficamos aguardando ansiosas pelas perguntas que até então tinham sido severamente críticas aos trabalhos anteriores.

Ficamos emocionadas quando cada participante da banca foi dando os parabéns pelo trabalho com cultura campeira e pelos ótimos resultados obtidos através da educação ambiental, elogiando o trabalho que estava "redondinho, fechadinho, ótimo e claro resumo, e dizendo da vontade que ficaram de conhecer nosso lugar.

Foi uma ótima oportunidade. Estamos anestesiadas de tanta felicidade porque nosso trabalho foi escolhido como destaque da seção.

" De tudo ficaram três coisas:
  1. a certeza de que estamos sempre começando...
  2. a certeza de que é preciso continuar...
  3. a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos fazer:

  1. da interrupção, um caminho novo...
  2. da queda, um passo de dança...
  3. do medo, uma escada...
  4. do sonho, uma ponte...
  5. da procura, um encontro..."

Fernando Sabino

domingo, 15 de junho de 2008

Trabalho publicado na IV Jornada de Iniciação Científica:Meio Ambiente promovida pela FEPAM e Fundação Zoobotânica

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM A COMUNIDADE DO ENTORNO DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL TUPANCY, ARROIO DO SAL (RS)
Natalia Braum1,2, Marta Maria da Silva1, Mara Núbia Bilhalva Braum3, Walter Nisa-Castro-Neto2(orient.)
1Parque Natural Municipal Tupancy, 2Universidade Luterana do Brasil – Campus Torres, 3Universidade Federal do Rio Grande do Sul, nati­_braum@hotmail.com1, nisacn@terra.com.br2
O Parque Natural Municipal Tupancy situa-se no município de Arroio do Sal litoral Norte (RS), é uma Unidade de Conservação (UC) em que se integram os biomas Mata Atlântica e Zona Costeira com área de 21 ha. Está aproximadamente a 150m do mar, o que possibilita uma variedade de ambientes como dunas móveis, dunas semi-fixas, mata de restinga, capões, campos e lagoas que enriquecem a biodiversidade. A educação ambiental visa romper a educação tradicional e estabelecer múltiplas formas de comunicação e integração ao meio natural, cultural, social e econômico da sociedade envolvente, procurando nela os temas e apoios para melhorar a educação e por conseqüência a própria sociedade. Objetiva-se com este trabalho conscientizar a comunidade do entorno do Parque Tupancy acerca da importância da manutenção desta UC e da preservação do seu entorno e despertar junto à comunidade a importância de compartilhar a responsabilidade sobre o presente e o futuro do Parque. O trabalho foi realizado com 62 crianças de 7 a 12 anos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Dietschi, que se localiza no Balneário Rondinha a cerca de 1 km do Parque Tupancy. Buscou-se adaptar as disciplinas de Ciências, Estudos Sociais, Português, Artes e Educação Física à Educação Ambiental. Para abordagem dessas disciplinas em campo foram confeccionados materiais didáticos. As temáticas dos encontros foram: meio ambiente e a ocupação do espaço, biodiversidade, preservação e cultura indígena, formação geológica e sucessão ecológica, a importância da água para os seres vivos e o desenvolvimento da comunidade de Arroio do Sal, preservação ambiental, cultura campeira e ecoturismo, aproveitamento dos diferentes tipos de lixos, corredores ecológicos, áreas de preservação permanente, sua importância e quais podemos encontrar no município e, finalmente, a importância do Parque para o meio e para a comunidade. Os alunos realizaram trilhas em que durante o percurso eram realizadas diversas atividades de sensibilização ao tato, audição, olfato, visão, compreensão, reflexão, discussão, construção através de desenhos, colagens, teatros e expressão corporal. Com o decorrer do trabalho os alunos foram mostrando-se mais receptivos a cada atividade desenvolvida, sendo possível observar mudanças comportamentais na escola. Com a conscientização criaram um projeto de separação de lixo na escola, sendo que o lixo reciclável foi vendido para a realização de melhorias na infra-estrutura da escola, realizaram atividades de pesquisa com a família tornando-se, desta maneira, multiplicadores. Os pais passaram a interagir com os filhos na educação ambiental, ajudando na fabricação de sabão com o óleo de cozinha, que foi utilizado pela própria comunidade escolar. O material orgânico passou-se a utilizar na horta da escola, onde produzem alimentos para a merenda escolar. Podem-se observar, ainda, melhorias na quadra da escola como o plantio de árvores e diminuição de lixo. Observou-se, ao final destas atividades que as crianças conseguiram vislumbrar a melhoria da qualidade de vida com a manutenção do meio, transformando-se em multiplicadores da importância do Parque Tupancy. E, principalmente, entendendo que ajudando a manter a Unidade de Conservação e o entorno saudável ajudam a si mesmos e a toda a comunidade.

Parcerias Importantes...

Durante este semestre me propus a escrever pelo menos um projeto com o qual eu e meus alunos buscamos construir conceitos.

Fui encorajada neste propósito pelos professores que assistiram a minha apresentação no final do semestre passado e pelas leituras de Estudos Sociais, Ciências, Matemática e pelo próprio plano de estudos que escrevi para Seminário Integrador IV.

Resolvi partir de subsídios teóricos e históricos para repensar e resignificar o que podemos e devemos fazer para melhorar o ambiente em que estamos inseridos mas, conforme o texto "Repensando o ensino de Ciências a partir de novas histórias das Ciências, de Russel Teresinha Dutra da Rosa" sem o tradicional conjunto de datas e de autores isolados, apresentada num sentido melhorista, através das noções de progresso de superação, consideradas como inerentes à sucessão de fatos e eventos(Veiga-Neto 1996) e sim investigando, criando explicações hipotéticas, testando estas hipóteses, buscando informações adicionais, criando situações experimentais, integrando diferentes informações, construindo relações, emitindo opiniões, tomando decisões, divulgando conhecimentos, defendendo as próprias idéias e participando da construção/melhoria do lugar onde vivemos.

Para tanto comecei colocando algumas questões por exemplo "o que é meio ambiente, qual o ambiente que é comum a todos nós que estudamos na escola Professor Dietschi, estamos satisfeitos com o ambiente que temos, o que podemos fazer para melhorar, quais as mudanças que ocorreram através dos tempos e que nossos familiares têm conhecimento, conhecemos a unidade de conservação Parque Tupancy tão próxima da nossa escola?"

Começamos fazendo algumas atividades em que todos nós fomos imprescindíveis para que fossem realizadas visando pensar na nossa relação com o meio ambiente. Entrevistamos pessoas que estudam e trabalham na escola para saber das necessidades e capacidades.

Depois fomos visitar o Parque Tupancy, onde continuamos indo uma vez por mês para aprender um pouco mais sobre a biodiversidade, a formação das dunas, a direção do vento, tudo isso através dos sentidos e de forma lúdica vamos construindo conceitos e tomando decisões.

Em contrapartida, os alunos começaram a recolher tudo que era pedacinho de lixo do chão e querer ajudar em tudo que estivesse ao seu alcance. Alguns comentaram que seus pais fazem sabão com óleo de cozinha já utilizado, um poluidor em potencial do solo e águas do subsolo, e que também coletam e vendem lixo mas que não dão conta pois a produção de lixo é grande.

Na entrevista com a diretora eles questionaram sobre a possibilidade de colocar em prática algumas idéias, como colocar bancos no pátio da escola, utilizar os restos de comida e cascas de frutas e verduras para a confecção de uma horta onde pudessem ser plantadas as verduras para a merenda da escola, ter computadores ligados a internet para que todos pudessem utilizar e não somente na secretaria, bolas novas para a prática de esportes, uma biblioteca melhor equipada com mesas e cadeiras para que possam sentar-se ao pesquisar, pintura da escola, enfim...

A diretora explicou que os recursos que vêm do estado são poucos para tantas melhorias mas disse que a escola participa do projeto "A Nota é Minha" e que precisaria de pessoas que pudessem digitar as notas que são enviadas via internet e que no final de cada trimestre é repassado a escola um dinheiro bem interessante. Os alunos logo se dispuseram a ir a escola fora do horário de aula para digitar notas, o que já vem dando resultado porque além de ajudar a escola, eles se fazem mais presentes, muitos não têm computador em casa então é um aprendizado importante e a auto-estima deles está em alta.

Surgiu então o interesse de separar os lixos nas casas e trazer para a escola, onde uma vez por semana nos reunimos fora do horário de aula separamos e vendemos para aplicar o dinheiro em melhorias na nossa escola. Começamos também a recolher óleo de cozinha já utilizado,algumas mães fabricam o sabão que é utilizado na escola e vendido a comunidade. O nome do nosso projeto é "Envolva-se com a Dietschi" e todos estão convidados a participar.


Já fomos convidados a apresentar nosso projeto na Semana do Meio Ambiente do Município, onde tivemos a oportunidade de conhecer professores do CECO-IG/UFRGS e CECLIMAR. A professora Neuza ouviu a todos os alunos atentamente que explicaram sobre o funcionamento do projeto e nos convidou para visitar o CECLIMAR.

Minha filha é monitora estagiária do Parque Tupancy, estuda na ULBRA - Torres e já publicou alguns de seus trabalhos na área de Biologia. Ela então me convidou para publicarmos o trabalho que viemos fazendo com os alunos da escola, o professor orientador dela aceitou o desafio e eu me tornei co-autora do trabalho "Educação Ambiental com a Comunidade do Entorno do Parque Natural Municipal Tupancy, Arroio do Sal, Rio Grande do Sul" que foi aceito na IV Jornada de Iniciação Científica: Meio ambiente promovida pela FEPAM e Fundação Zoobotânica.

domingo, 27 de abril de 2008

HORA DE COLOCAR EM PRÁTICA

Tenho lido muito sobre história da Arte e estou tentando trabalhar o mais integrado possível com meus colegas para fazer com que as aulas sejam interessantes e interdisciplinares, mas não está fácil. Esta tarefa têm me tomado muito do meu precioso tempo curto.

Mas... Acho que estou conseguindo. Fui escolhida para ser professora conselheira de uma turma, o que me deixou emocionada já que eles têm professores que os acompanham a bem mais tempo.

Outra coisa que está me deixando muito feliz é que através de um Projeto que eu coordeno chamado "Envolva-se com a Dietschi", conseguimos que dois computadores novos fossem instalados e conectados a internet.

Estou criando com cada um dos meus alunos em minhas aulas, um blog. Experiência do PEAD que finalmente estou conseguindo colocar em prática. Eles estão maravilhados e de dois em dois vamos primeiro criando email e blog, depois postando no blog e com algumas turmas já estamos inserindo imagens, acho que em maio teremos mais um computador conectado, que bom! Os alunos merecem... eles ficam me esperando para irmos para o laboratório...ah! se tivéssemos um computador para cada um deles... ainda é um sonho... mas vou continuar sonhando porque já temos dois, quem sabe daqui a pouco não conseguimos mais?

SURPRESA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Terminei o ano letivo certa de que eu estaria em companhia dos alunos do currículo com minha colega Stela aperfeiçoando nossa Escola da Ponte em Rondinha.

Mas... no finalzinho da férias de verão, fui procurada pela diretora que me informou da enturmação nas turmas de currículo da escola,

Ela me disse que gostaria de me ver em atividade com os alunos maiores porque confiava no meu trabalho.

Foi então que eu passei a ser professora de Português da 5ª série e de Artes de 5ª a 8ª série.

Eu estava completamente assustada com a idéia. Não sabia como seria a recepção dos alunos e porque não dizer dos professores de área também.

Mas, as aulas de Artes Visuais do semestre passado ainda estavam fresquinhas na minha cabeça e resolvi ir pro Rooda olhar tudo de novo e ver as temáticas que foram postadas quando o semestre já havia terminado.

Ainda não tive oportunidade de agradecer a imensa ajuda que foram aquelas temáticas para mim. Tinha um ítem que dizia "esta parte é para alunos de 5ª série em diante mas é importante que vocês tenham conhecimento", então tive certeza que era para mim, especialmente...

Português foi mais fácil porque era só continuar aprofundando o que já fazíamos na 4ª série.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Apresentação de trabalho no final do semestre 2007/2

Este portfólio foi a base para a construção do trabalho que apresentei no final do semestre passado para uma banca composta de um grupo de colegas e dois professores.

O trabalho foi construído e enviado aos professores com antecedência para que eles pudessem conhecer a nossa linha de pensamento e assim facilitar o entendimento.

Feitos os ajustes necessários e depois de alguns dias, nos encontramos para a apresentação oral que durava de dez minutos e no final da explanação o espaço para perguntas era aberto.

Eu achei complicada a escrita do trabalho, mas me senti segura quanto a apresentação do mesmo, pois eu o coloquei em prática durante o semestre inteiro com as turmas de currículo da Escola professor Dietschi em Rondinha, município de Arroio do Sal.

Para o dia da apresentação fiz um power point para que não deixasse de falar de nenhuma questão importante.


O título do trabalho foi: "Grupos, a reciprocidade das trocas", que evidenciou desde as atividades realizadas no PEAD onde construímos conceitos coletivamente respeitando a individualidade de cada um até a construção do conhecimento dos meus alunos através dos grupos heterogêneos com alunos de todas as séries do currículo, idéia maravilhosa da escola da Ponte.

Quando chegou a minha vez de falar não faltou aquele friozinho na barriga, mas a segurança por apresentar um trabalho que eu já tinha a certeza da sua eficiência aliado ao embasamento teórico recebido foi o conjunto perfeito para que eu me sentisse a vontade frente aos professores Maximira Carlota da Silva André e Marco Aurélio dos Santos Benites e também as minhas colegas.