quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AUTORIA, UM REGISTRO IMPORTANTE


Em setembro de 2006 trabalhamos no PEAD  com o conto “A Ilha Desconhecida” de José Saramago quando tive oportunidade de perceber a importância de olhar para meu interior para poder enxergar o que sou, como sou, para então oportunizar o novo e preservar o que é preciso.

Na ocasião terminei a postagem com a mensagem a seguir que na época recebi da direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Dietschi:
"Há pessoas....
Que fazem acontecer!
Que observam acontecer!

Que se espantam com o que acontece! *
Lembro-me que a professora Nádie, num chat me perguntou se estas palavras eram minhas. Eu respondi que não e nunca mais me esqueci disto, pois fiquei envergonhada, mesmo que sem intenção eu estava copiando o que outra pessoa disse sem mencionar a autoria.

Agora relendo a postagem me lembrei do fato e resolvi colocar no Google para descobrir afinal quem escreveu estas palavras que me fizeram refletir sobre que profissional, que mãe, que aluna, enfim não importa o papel mas sim a maneira como quero exercer este papel.

Descobri a referência a seguir “existem três tipos de organizações: as que fazem acontecer, as que apenas observam acontecer e as que surpreendentemente se espantam com o que aconteceu”. Barbosa e Brondani(2004, p.108)

Esta é mais uma aprendizagem que parece tão simples mas que realmente aprendi através do PEAD: é preciso saber a autoria e fazer o devido registro.

domingo, 3 de outubro de 2010

O início da caminhada no PEAD

Dando continuidade a leitura do meu primeiro blog encontrei referência ainda a minha família em minha apresentação pessoal onde registrei que "A FAMÍLIA É O MAIOR TESOURO QUE EU TENHO" confirmando assim a minha convicção de que eles são a razão do meu viver.


Depois encontrei um registro da primeira semana de aula onde pude rever toda a dificuldade dos primeiros contatos com a tecnologia e a acolhida pelos queridos professoores Náde Christina Machado, Maximira André, Marie Jane Soares Carvalho, Karine Dias Coutinho e Liane Tarouco.


Relendo meu registro do Perfil Profissional feito em 2006 já encontrei vibração pelas conquistas minhas e das pessoas que estão ao meu redor, incluindo toda a comunidade. Da busca por novas idéias, saberes, teorização, pela superação e o crédito dado a UFRGS como um novo caminho que acabava de se colocar a minha frente como uma escolha de grande valia para a conquista de tudo aquilo que eu procurava para aperfeiçoar a minha prática profissional. Hoje percebo que foi muito além do profissional, valeu e continua valendo para a minha vida pessoal também.


A postagem seguinte fala do meu comprometimento com o curso, da eleição de prioridades, das pessoas que também fizeram vestibular mas que não conseguiram passar e da oportunidade que eu estou tendo enquanto tantos outros não a tiveram. Termino com esta reflexão de que eu preciso me dedicar mais. Esta leitura me relembrou sobre prioridades não que outras pessoas estejam me falando mas por minhas próprias palavras quando a Disciplina de Seminário Integrador nos colocava o texto a seguir:
VIVER.. como talvez morrer, é recriar-se:
A vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida,
mas elaborada.
Eventualmente, reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Lya Luft

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Iniciando meu inventário de aprendizagens

Relendo meu primeiro blog www.marabraum16.blogspot.com que foi criado após muita ajuda dos então meus professores, tutores e colegas de Três Cachoeiras já encontro em minha primeira postagem a referência a  ansiedade em utilizar a web.
Logo em seguida a referência a ajuda também dos meus filhos Leonardo e Natalia, os jovens da casa, que se propuseram a conhecer, criar um blog prá eles para que pudéssemos nos ajudar e o meu encantamento pela interação que começava já na minha família através do PEAD.
Logo em seguida a referência ao meu filhinho menor que já estava reclamando de ainda não aparecer no meu blog e ao amor da minha vida, meu querido marido, parceiro... como escrevi na postagem que depois de um longo dia de trabalho ainda dirigia 110 km pela BR101 para levar a mim e mais duas colegas de Arroio do Sal até o Polo de Três Cachoeiras para as aulas presenciais pois se preocupava pela nossa segurança e achava melhor ele mesmo dirigir naquela que é uma via de muitos acidentes fatais.
Continuando... encontrei registro do meu trabalho lá de Rondinha onde com muito orgulho pude escrever para o mundo sobre o trabalho que realizo com meus alunos mas principalmente sempre, desde o início do curos me senti instigada e vi meu trabalho valorizado pelos comentários dos professores e tutores da UFRGS sempre tão atentos e sensíveis valorizando meu trabalho como o que copio logo abaixo da tutora Alexandra Dalpiaz que ficava madrugada a dentro comigo me ajudando com as novas tecnologias:

Blogger "AlexandraDalpiaz said...
Mara que interessante este trabalho que fizeste com teus alunos e que bom que os pais estiveram presentes. Acredito que incentivar os familiares interagirem com seus filhos no espaço escolar seja de grande valor. Além de um benefício para os próprios alunos torna-se uma ótima oportunidade de estabelecer trocas entre as famílias e suas culturas. Parabéns pelo trabalho!!!Beijos"
Para Piaget(1967/1973a: 15) conhecer não consiste, com efeito, em copiar o real, mas em agir sobre ele e transformá-lo. Penso que o PEAD para a minha prática pedagógica e para a minha vida foi isto: uma instigação para agir e transformar.

domingo, 27 de junho de 2010

VIDA AOS EDUCADORES

Neste momento de reflexão acerca do meu trabalho enquanto educadora alguns pensamentos invadem a minha mente e eu faço um paralelo entre o meu fazer antes e depois do PEAD.
Depois do estágio estamos na reta final deste curso que veio legitimar a minha prática e me fazer ousar mais tanto profissional como pessoalmente. Nunca mais seremos os mesmos. Somos agora melhores do que éramos em 2006. Não dá mais para ser ou fazer como antes. Agora somos mais teóricos, temos embasamento. Usamos a tecnologia, coisa que meus colegas ficam assoombrados como eu consigo usar com meus alunos tão pequenos e como eles produzem!
Creio que o PEAD veio para dar vida aos educadores. Sim, porque se não quisermos que a nossa missão desapareça assim como os tropeiros que se meteram para além da correria do mundo civilizado; ou o boticário que foi engolido pelas indústrias farmacêuticas; ou o tocador de realejo que foi abafado pelo barulho das grandes cidades; assim como o caixeiro viajante e tantas outras profissões das quais temos registros históricos.
É por isso que o PEAD, este presente em nossas vidas de educadores veio dar-nos a vida para que possamos a cada dia repensar nossa prática para que não sejamos também engolidos pelo progresso como tantas outras profissões que hoje são lembradas pelas pessoas mais velhas da nossa sociedade e que tendem a desaparecer ou no máximo virar folclore lembrado no mês de agosto.
Bibliografia: Alves, Rubem. O Educador:Vida e Morte. P.15 a 28.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Final de Estágio

Para mim este foi um momento com muitos afazeres tendo em vista que coincidiu com o final do primeiro trimestre nas duas escolas onde trabalho e portanto foi curto o meu tempo para tantas coisas das quais eu precisava dar conta.

Mas refletindo sobre este tempo posso dizer que foi um tempo especial tendo em vista a maneira como foi conduzido pela tutora e pelo orientador. Eles fooram verdadeiros mestres! Me orientando durante estas semanas. Deixavam sempre seus comentários, sugestões e recomendações que me faziam refletir e seguir ou não pelo caminho sugerido mas suas orientações sempre fizeram com que eu pudesse repensar a minha prática ou para enaltecer o meu trabalho.

Fico muito feliz porque Deus colocou estas pessoas em meu caminho. Quero homenageá-los com palavras de Paulo Freire que poderiam definir a sensação que eu tive em relação a eles durante este tempo:
"Quem tem o que dizer dve assumir o dever de motivar, de desafiar quem escuta, no sentido de que, quem escuta diga, fale, responda."(Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, p.44)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ainda refletindo sobre a postagem anterior me lembrei do início do livro do Augusto Cury " O Futuro da Humanidade" onde faz referência aos professores e técnicos acerca das reações de jovens calouros da medicina  ao entrar no laboratório de anatomia pela primeira vez.

Os calouros, encontravam-se diante do caos da morte quando esperavam desvendar os segredos do objeto mais complexo da ciência e por isso os conflitos existencias que permeavam suas mentes geraram um drama nos jovens que eram observados de longe pelos professores e técnicos que riam com prepotência diante do desespero dos alunos.

"no passado também tiveram suas inquietações, mas ao longo dos anos perderam a sensibilidade, obstruíram a capacidade de perguntar e de procurar respostas. Sufocaram seus conflitos, tornaram-se técnicos da vida."(Cury, 2005)

Assim sempre me reportando a sala de aula e a própria vida particular fico pensando em quantas vezes não somos como estes profissionais que naquele momento esqueceram-se dos seus medos, incertezas para julgar a dificuldade dos alunos, filhos ou outras pessoas com as quais nos relacionamos.

Penso que enquanto educadores é muito importante continuar com nossas incertezas, caminhando muitas vezes com dificuldade pela escuridão mas continuar buscando, sensibilizando-nos com as novas propostas pois elas nos farão coontinuar crescendo, nos aprimorando nesta longa caminhada que é a vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Edgar Morin escreve: "existem dois tipos de ignorância: daquele que não sabe e quer aprender e a ignorância daquele que acredita que o conhecimento é um processo linear, cumulativo, que avança trazendo a luz ali onde antes só havia escuridão, ignorando que toda luz também produz sombras como efeito" e continua dizendo que temos de aprender a caminhar na escuridão e na incerteza.

Estou lendo o livro Educar na era planetária do referido autor e fico refletindo sobre questões como a abordada anteriormente. Diariamente, encontramos pessoas senhoras de si e que acreditam serem donas do unico e verdadeiro saber mas que sentem-se completamente perdidas quando em seu caminho surge um fato inesperado enquanto por vezes também encontramos pessoas que vivem querendo aprender e que tiram de letra toda e qualquer situação  que por vezes poderia parecer difícil e complicada. Não são raras as vezes em que ocorrem momentos assim. Me parece que manter-se aberto a mudanças e disposto a caminhar seja na luz ou na escuridão, com certeza ou incerteza adaptando-se as mudanças que venham a ocorrer é o melhor que temos a fazer.