sábado, 23 de janeiro de 2010










- LIBRAS -
Língua Brasileira de Sinais


É uma língua que não é universal pois sofre influência cultural de cada povo ou lugar e existem inclusive dialetos de LIBRAS. Possui 61 sinais; os acentos vêm sempre depois das vogais que se quer acentuar. Existem os sinais icônicos que reproduzem a imagem do referente, os sinais arbitrários que não mantém nenhuma semelhança, os sinais semelhantes onde o importante é o contexto para designar por exemplo a laranja(fruta) e a cor laranja e os sinais compostos como casa + cruz = igreja ou casa + estudar = escola.

Possui identidade surda quem nasce surdo ou quem fica e constrói um jeito de ser surdo. As pessoas são batizadas por pessoas surdas de acordo com a característica mais marcante que possuem.

Para conseguir se comunicar é necessário ficar sempre de frente. A comunidade surda é construída pelo contato do surdo com outros surdos e com pessoas que mantém contato com pessoas surdas, todos que participam da cultura surda, seus costumes, sua história.


26 de setembro é o Dia do Surdo em homenagem a inauguração da primeira escola para surdos no Brasil.






O discurso sofre controle externo e interno
dentro de sistemas de apropriação,

doutrinas e sociedades de discurso,
sendo que as proibições podem ser sobre o assunto a ser explorado,
a circunstância de fala, os sujeitos envolvidos,
os comentários produzidos e a
coerência da nossa identidade
como autores,
conforme regras aceitas como "verdadeiras" para produzi-los

(Foucault, 1998).

Sabemos que a fala precede a escrita e a leitura pois os bebês escutam e com o passar do tempo vão se arriscando a repetir o que ouvem iniciando assim a utilização do som da sua voz. Aos poucos a fala vai se tornando compreensível para um maior número de pessoas.

As crianças desde cedo aprendem que conforme a situação ou a pessoa com quem estão se comunicando precisam se utilizar desta ou daquela linguagem. Quando querem fazer dengo para conseguir o que querem ou quando precisam mostrar-se seguras para que os pais permitam uma ida a casa dos amigos, usam uma linguagem diferente.

Com a escrita também ocorre desta forma. Se estamos escrevendo um texto que será entregue aos professores para avaliação, utilizamos uma escrita formal, diferente daquela que utilizamos quando conversamos num chat com nossos amigos.

Foucault(1998) explica esta mudança do uso da linguagem pois para vivermos em sociedade precisamos seguir algumas regras pré-estabelecidas que variam de acordo com o assunto e com a pessoa com quem estamos nos comunicando.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Confesso que antes da interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil a função da EJA não estava clara para mim que chegava a confundi-la com o supletivo, mas conforme lemos a EJA é uma modalidade recente e sempre colocada em segundo plano pelo sistema, felizmente somos privilegiados pela inserção desta disciplina no PEAD.

É importante ter clareza de que conforme diz a Constituição é preciso “procurar visar a igualdade diante da diversidade destes alunos”. Alunos estes que foram excluídos e oprimidos e que precisam construir a compreensão dos limites e possibilidades que caracterizam esta sociedade opressora proporcionando-lhes situações de aprendizagem de acordo com as suas especificidades para poder desenvolver-se e agir exercendo seu direito de cidadania com autonomia e segurança proporcionando-lhes direito a atualização permanente.

Esta educação libertadora sempre foi defendida por Paulo Freire que através de uma amorosidade incomparável sempre valorizou o saber construído pelos educandos antes mesmo de chegarem a escola e é peculiar a aprendizagem que a vida proporcionou a estes jovens e adultos que devem ser absorvidos por uma educação que os apóie, valorize e os faça refletir sobre o mundo em que vivem proporcionando uma decisão entre o permanecer e o transformar.

Ao longo deste semestre mudei totalmente minhas concepções sobre a Educação de Jovens e adultos pois através do embasamento teórico oferecido e da visita a uma escola onde tive a oportunidade de conversar tanto com alunos quanto com professores desta modalidade de ensino me senti pela primeira vez muito entusiasmada a trabalhar com EJA.

Pelos resultados da pesquisa realizada por meu grupo ainda temos muito que andar para alcançar os ideais propostos por Freire mas consegui sentir a vibração do gosto pela escola apesar do cansaço após um dia estressante de trabalho e também da energia principalmente do diretor da escola citado pela grande maioria como uma pessoa muito bacana que entende seus problemas e que se mostra brincalhão e atencioso com todos.

É muito bom saber que esta escola está encontrando a sensibilidade nos educadores para compreender estes alunos que muitas vezes chegam a escola sem motivação para aprender com um histórico de baixos salários, insatisfação com a profissão e que possivelmente origina-se no fracasso escolar, certamente uma realidade de vida muito complicada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Esta semana eu estava assistindo um desenho animado que vai ao ar todas as manhãs pela televisão e que prende a atenção das crianças. Me chamou a atenção a mistura de elementos de ficção como uma personagem que era capaz de atravessar um trem tamanha a sua força e poder com elementos da vida diária pois logo após atravessar o trem a personagem pede uma mãozinha ao amigo que aparentemente não tem nenhum poder especial. Me pus então a refletir como a mídia utiliza a lógica das crianças pois segundo Gurgel(2009) cenas como essas só acontecem em filmes, livros e desenhos animados - ou na fala de uma criança pequena que conta sobre sua vida. Quando conversamos com crianças elas nos contam histórias que misturam cenas de superheróis e ao mesmo tempo de total incapacidade.

Percebo que a mídia mais do que a escola já utiliza esta capacidade das crianças de aprender tudo ao mesmo tempo: Agora! Quem sabe aprofundando a narrativa e utilizando a lógica dos nossos pequenos tenhamos nossas crianças mais atentas em sala de aula como na frente da televisão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



CONGRESSO IBEROAMERICANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Eu e minha filha mandamos um trabalho para este Congresso. O trabalho foi aceito e escolhido para apresentação oral.
O trabalho que apresentamos foi "Educação Ambiental com a comunidade escolar do entorno do Parque Natural Municipal Tupancy - Arroio do Sal -RS
O Congresso aconteceu de 16 a 19 de setembro em San Clemente na Argentina. Foi uma experiência bárbara. Conheci pessoas da Espanha, do México, do Chile, do Uruguai, da Argentina, enfim...foi muito enriquecedor como experiência de vida pessoal e profissional.
Numa das oficinas ficaram em nosso grupo, vários guarda-parques, descobrimos muitos trabalhos de Educação Ambiental publicados por eles. Descobrimos então que por lá os guarda-parques fazem Educação Ambiental enquanto que por aqui eles apenas usam armas para proteger as Unidades de Conservação, sem ter o mínimo conhecimento sobre a importância da conservação destas unidades.
Acima publiquei duas fotos onde eu apareço assistindo a palestra central com Enrique Leff, professor da Universidade Autônoma do México, faculdade de Ciências políticas e Sociais e José Antônio Caride Gómez, catedrático de Pedagogia Social da Universidade de Santiago de Compostela e investigador em Pedagogia-Educação Ambiental e Desenvolvimento Humano - Espanha.
Aconteceu um fato que foi inusitado neste dia porque as palestras aconteceram num parque chamado Termas de Marina que ficava uns 8 Km distante da área urbana. Quando terminaram as atividades, fomos almoçar, visitar o parque e fazer umas comprinhas e não nos demos conta de que a mesa redonda na qual estávamos interessadas aconteceria no centro da cidade. Quando percebemos nos disseram que a última van que iria para o centro estava saindo, então fomos correndo até onde estavam estacionados os carros mas acabamos perdendo a van. Foi aí que apareceu uma Topic, e nós fizemos sinal para que parasse. A Topic parou e perguntamos no nosso "portunhol se estavam indo para o centro e se podiam nos dar uma carona, um homem respondeu em bom protuguês que sim e nos convidou para entrar. Entramos, sentamos esbaforidas da corrida em vão para alcançar o transporte do congresso...Foi então que olhamos bem e descobrimos: eram os próprios: LEFF e GÓMEZ nada menos do que eles os próprios palestrantes que horas atrás assistimos as palestras. Leff falava muito bem português e nós ficamos tão nervosas, falamos pelos cotovelos e esquecemos de registrar este momento. Mas quem sabe ele não lê esta postagem e deixa aqui um comentário.
Eu relaciono a experiência de visitar um país com uma língua diferente embora seja latina como o português com a disciplina de LIBRAS porque é uma língua comparável em complexidade e expressividade a quaisquer outras línguas orais apenas difere por utilizar outro canal comunicativo: a visão ao invés da audição. Eu ficava me sentindo uma estrangeira na aula de LIBRAS e ainda preciso me esforçar muito para poder me comunicar assim como na Argentina eu também achava bastante complicado. Eu me sinto cansada na aula de LIBRAS assim como eu também me sentia na Argentina porque tudo que eu ia falar eu precisava pensar em como me expressar de modo que as outras pessoas me entendessem mas no 4º dia que eu estava lá já estava bem melhor assim como passados alguns meses já consigo me comunicar em LIBRAS. Santomé argumenta que a utilidade social do currículo ajuda a persuadir para que priorize a integração e ir apresentar este trabalho me obrigou a aprender um pouco da língua dos nossos hermanos argentinos porque era necessário que eu aprendesse para que pudesse me fazer entender.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estou tentando recomeçar desde o início do semestre. Tenho me esforçado, fico até tarde no computador mas não estou conseguindo produzir fico lendo, lendo mas as minhas reflexões demoram a acontecer. Penso que é porque tenho tanta coisa para fazer que acabo boicotando a faculdade.

Por saber da importância deste curso para a minha vida profissional e também pessoal, e ter consciência de todo o trabalho que já tive até aqui resolvi procurar ajuda com a tutora Celi que me acolheu carinhosamente e me ajudou a organizar os trabalhos, me mostrou a secretaria do Pólo onde consegui os filmes que não estavam abrindo no meu computador, enfim...

Além disso, combinei com a Celi de ir ao Pólo fazer as atividades, numa tentativa de estudo diferenciada daquela que eu vinha praticando até então no PEAD, pois fazia minha atividade sozinha sempre on line. Hoje em dia não consigo mais me concentrar e refletir desta forma, sinto necessidade de outras pessoas que estejam trabalhando comigo. Paulo Freire escreve que “o homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura faz e refaz constantemente o seu saber”. Assim, estou procurando reaprender a estudar, refletir, relacionar para que a construção do conhecimento possa efetivamente acontecer

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Recomeço...

Quando parece que tudo já aconteceu, novamente somos surpreendidos por mudanças... lições que nos foram ensinadas pela vida afora mas que parecem só acontecer com os outros. No meu blog particular encontrei uma mensagem que foi escrita por Mahatma Gandi e que diz: quando tudo mais faltar, busque no interior de si mesmo a razão e a força para encontrar a saída
e que me sustenta neste momento da vida em que perdas irreparáveis aconteceram na minha vida. Meu pai e o amor da minha vida em três dias... Li também uma mensagem do Bob Marley que diz que não devemos ficar a vida inteira chorando e lamentando aquilo que perdemos mas devemos aprender a amar aquilo que a vida nos oferece pois tudo que é verdadeiramente nosso nunca nos deixa para sempre. E assim estou levando a vida. Um dia de cada vez amando as coisas e toda a vida ao meu redor sem esquecer as lições que eu aprendi pela vida afora pois fazem parte da minha história.

Este semestre mudei de Polo da UFRGS. Estou em Sapiranga pois agora resido e trabalho em Campo Bom. Estou sendo muito bem recebida porém sinto uma pontinha de inveja quando vejo as meninas e o nosso 1 menino cumprimentando-se efusivamente a cada encontro, reafirmando uma amizade que iniciou a uns 3 anos e meio atrás...

Também tenho boas recordações de Três Cachoeiras: A viagem de Arroio do Sal até o Polo, a divergência de opiniões, a produção das peças teatrais, o nervosismo dos workshops. Pessoal que me apoiou através de e-mails, telefonemas, mensagens, pensamentos, lembranças, visitas e a quem sempre vou lembrar... E no final ainda serei privilegiada com um maior número de amigos!

"A proa e a popa da nossa didática será investigar e descobrir o método segundo o qual os professores ensinem menos e os alunos aprendam mais" (Comênio)
Eu reafirmei a minha convicção neste 2009 que a melhor maneira de aprender é vivendo, portanto é importante vivenciar com nossos alunos muitos prazeres porque nós conseguimos aprender vivendo coisas tristes que nos fazem crescer, é verdade. Mas os momentos felizes ficam para sempre guardados no nosso inconsciente e vêm como flashes reavivar nossa memória de que é preciso continuar...