Tenho lido muito sobre história da Arte e estou tentando trabalhar o mais integrado possível com meus colegas para fazer com que as aulas sejam interessantes e interdisciplinares, mas não está fácil. Esta tarefa têm me tomado muito do meu precioso tempo curto.
Mas... Acho que estou conseguindo. Fui escolhida para ser professora conselheira de uma turma, o que me deixou emocionada já que eles têm professores que os acompanham a bem mais tempo.
Outra coisa que está me deixando muito feliz é que através de um Projeto que eu coordeno chamado "Envolva-se com a Dietschi", conseguimos que dois computadores novos fossem instalados e conectados a internet.
Estou criando com cada um dos meus alunos em minhas aulas, um blog. Experiência do PEAD que finalmente estou conseguindo colocar em prática. Eles estão maravilhados e de dois em dois vamos primeiro criando email e blog, depois postando no blog e com algumas turmas já estamos inserindo imagens, acho que em maio teremos mais um computador conectado, que bom! Os alunos merecem... eles ficam me esperando para irmos para o laboratório...ah! se tivéssemos um computador para cada um deles... ainda é um sonho... mas vou continuar sonhando porque já temos dois, quem sabe daqui a pouco não conseguimos mais?
domingo, 27 de abril de 2008
SURPRESA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Terminei o ano letivo certa de que eu estaria em companhia dos alunos do currículo com minha colega Stela aperfeiçoando nossa Escola da Ponte em Rondinha.
Mas... no finalzinho da férias de verão, fui procurada pela diretora que me informou da enturmação nas turmas de currículo da escola,
Ela me disse que gostaria de me ver em atividade com os alunos maiores porque confiava no meu trabalho.
Foi então que eu passei a ser professora de Português da 5ª série e de Artes de 5ª a 8ª série.
Eu estava completamente assustada com a idéia. Não sabia como seria a recepção dos alunos e porque não dizer dos professores de área também.
Mas, as aulas de Artes Visuais do semestre passado ainda estavam fresquinhas na minha cabeça e resolvi ir pro Rooda olhar tudo de novo e ver as temáticas que foram postadas quando o semestre já havia terminado.
Ainda não tive oportunidade de agradecer a imensa ajuda que foram aquelas temáticas para mim. Tinha um ítem que dizia "esta parte é para alunos de 5ª série em diante mas é importante que vocês tenham conhecimento", então tive certeza que era para mim, especialmente...
Português foi mais fácil porque era só continuar aprofundando o que já fazíamos na 4ª série.
Mas... no finalzinho da férias de verão, fui procurada pela diretora que me informou da enturmação nas turmas de currículo da escola,
Ela me disse que gostaria de me ver em atividade com os alunos maiores porque confiava no meu trabalho.
Foi então que eu passei a ser professora de Português da 5ª série e de Artes de 5ª a 8ª série.
Eu estava completamente assustada com a idéia. Não sabia como seria a recepção dos alunos e porque não dizer dos professores de área também.
Mas, as aulas de Artes Visuais do semestre passado ainda estavam fresquinhas na minha cabeça e resolvi ir pro Rooda olhar tudo de novo e ver as temáticas que foram postadas quando o semestre já havia terminado.
Ainda não tive oportunidade de agradecer a imensa ajuda que foram aquelas temáticas para mim. Tinha um ítem que dizia "esta parte é para alunos de 5ª série em diante mas é importante que vocês tenham conhecimento", então tive certeza que era para mim, especialmente...
Português foi mais fácil porque era só continuar aprofundando o que já fazíamos na 4ª série.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Apresentação de trabalho no final do semestre 2007/2
Este portfólio foi a base para a construção do trabalho que apresentei no final do semestre passado para uma banca composta de um grupo de colegas e dois professores.
O trabalho foi construído e enviado aos professores com antecedência para que eles pudessem conhecer a nossa linha de pensamento e assim facilitar o entendimento.
Feitos os ajustes necessários e depois de alguns dias, nos encontramos para a apresentação oral que durava de dez minutos e no final da explanação o espaço para perguntas era aberto.
Eu achei complicada a escrita do trabalho, mas me senti segura quanto a apresentação do mesmo, pois eu o coloquei em prática durante o semestre inteiro com as turmas de currículo da Escola professor Dietschi em Rondinha, município de Arroio do Sal.
Para o dia da apresentação fiz um power point para que não deixasse de falar de nenhuma questão importante.
O título do trabalho foi: "Grupos, a reciprocidade das trocas", que evidenciou desde as atividades realizadas no PEAD onde construímos conceitos coletivamente respeitando a individualidade de cada um até a construção do conhecimento dos meus alunos através dos grupos heterogêneos com alunos de todas as séries do currículo, idéia maravilhosa da escola da Ponte.
Quando chegou a minha vez de falar não faltou aquele friozinho na barriga, mas a segurança por apresentar um trabalho que eu já tinha a certeza da sua eficiência aliado ao embasamento teórico recebido foi o conjunto perfeito para que eu me sentisse a vontade frente aos professores Maximira Carlota da Silva André e Marco Aurélio dos Santos Benites e também as minhas colegas.
O trabalho foi construído e enviado aos professores com antecedência para que eles pudessem conhecer a nossa linha de pensamento e assim facilitar o entendimento.
Feitos os ajustes necessários e depois de alguns dias, nos encontramos para a apresentação oral que durava de dez minutos e no final da explanação o espaço para perguntas era aberto.
Eu achei complicada a escrita do trabalho, mas me senti segura quanto a apresentação do mesmo, pois eu o coloquei em prática durante o semestre inteiro com as turmas de currículo da Escola professor Dietschi em Rondinha, município de Arroio do Sal.
Para o dia da apresentação fiz um power point para que não deixasse de falar de nenhuma questão importante.
O título do trabalho foi: "Grupos, a reciprocidade das trocas", que evidenciou desde as atividades realizadas no PEAD onde construímos conceitos coletivamente respeitando a individualidade de cada um até a construção do conhecimento dos meus alunos através dos grupos heterogêneos com alunos de todas as séries do currículo, idéia maravilhosa da escola da Ponte.
Quando chegou a minha vez de falar não faltou aquele friozinho na barriga, mas a segurança por apresentar um trabalho que eu já tinha a certeza da sua eficiência aliado ao embasamento teórico recebido foi o conjunto perfeito para que eu me sentisse a vontade frente aos professores Maximira Carlota da Silva André e Marco Aurélio dos Santos Benites e também as minhas colegas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
ESCOLA DA PONTE EM RONDINHA
Tenho relatado aos professores esta nossa experiência aqui em Rondinha. Temos aqui nossa pequena escola(em número de alunos, mas diga-se, o que vem aumentando a cada ano) mas que é grandona em potencial.
Nossos alunos têm nos mostrado o quanto são capazes de produzir quando instrumentalizados e orientados. É claro que como todas as escolas estaduais, esbarramos em muitas barreiras como por exemplo nossos alunos não terem acesso a informática já que os 3 computadores que utilizávamos no ano passado estão estragados e durante este ano não conseguimos fazer uso desta ferramenta tão importante.
Mas isto não desmerece em nada o trabalho que estamos realizando. Ganhamos este ano alguans livros novos para a biblioteca onde os nossos alunos têm livre acesso para suas pesquisas. Alguns deles têm internet em casa e contribuem trazendo para a escola as pesquisas realizadas.
Também li a reportagem sugerida pelo professor e destaco os quatro pilares em que a educação está embasada, descritos no site www.megamidiagroup.com.br/tammagazine/index2.htm/
1- APRENDER A SER
2- APRENDER A CONVIVER
3 - APRENDER A APRENDER
4 - APRENDER A FAZER
Justamente sobre estes pilares procuramos orientar nossos alunos para que primeiro eles conheçam suas potencialidades, aprendam a conviver com suas qualidades e limitações, com as pessoas que os rodeiam, com a nateruza, aprendam a buscar e organizar seu conhecimento e finalmente que eles apliquem o que aprenderam em atividades práticas.
É lindo vê-los buscando soluções para os desafios que colocamos a eles. Desafios estes que são resolvidos em grupos com alunos de todas as éries do currículo( primeiro começamos com a turma da Stela(1º Ano e a minha(4ª série) mas no final deste ano já estamos trabalhando com todas as turmas.
A seriedade e o compromisso deles com relação as tarefas é incrível!
Para Piaget(1945-1971) o desejo de trocar pontos de vista com outras pessoas auxilia o desenvolvimento do pensamento e outras capacidades.
Termino este relato do nosso trabalho com uma frase de Martin Luther King sobre justamente o 2º pilar citado acima:
"NÓS APRENDEMOS A VOAR COMO PÁSSAROS, A NADAR COMO PEIXES, MAS NÃO APRENDEMOS A CONVIVER COMO IRMÃOS"
Tenho relatado aos professores esta nossa experiência aqui em Rondinha. Temos aqui nossa pequena escola(em número de alunos, mas diga-se, o que vem aumentando a cada ano) mas que é grandona em potencial.
Nossos alunos têm nos mostrado o quanto são capazes de produzir quando instrumentalizados e orientados. É claro que como todas as escolas estaduais, esbarramos em muitas barreiras como por exemplo nossos alunos não terem acesso a informática já que os 3 computadores que utilizávamos no ano passado estão estragados e durante este ano não conseguimos fazer uso desta ferramenta tão importante.
Mas isto não desmerece em nada o trabalho que estamos realizando. Ganhamos este ano alguans livros novos para a biblioteca onde os nossos alunos têm livre acesso para suas pesquisas. Alguns deles têm internet em casa e contribuem trazendo para a escola as pesquisas realizadas.
Também li a reportagem sugerida pelo professor e destaco os quatro pilares em que a educação está embasada, descritos no site www.megamidiagroup.com.br/tammagazine/index2.htm/
1- APRENDER A SER
2- APRENDER A CONVIVER
3 - APRENDER A APRENDER
4 - APRENDER A FAZER
Justamente sobre estes pilares procuramos orientar nossos alunos para que primeiro eles conheçam suas potencialidades, aprendam a conviver com suas qualidades e limitações, com as pessoas que os rodeiam, com a nateruza, aprendam a buscar e organizar seu conhecimento e finalmente que eles apliquem o que aprenderam em atividades práticas.
É lindo vê-los buscando soluções para os desafios que colocamos a eles. Desafios estes que são resolvidos em grupos com alunos de todas as éries do currículo( primeiro começamos com a turma da Stela(1º Ano e a minha(4ª série) mas no final deste ano já estamos trabalhando com todas as turmas.
A seriedade e o compromisso deles com relação as tarefas é incrível!
Para Piaget(1945-1971) o desejo de trocar pontos de vista com outras pessoas auxilia o desenvolvimento do pensamento e outras capacidades.
Termino este relato do nosso trabalho com uma frase de Martin Luther King sobre justamente o 2º pilar citado acima:
"NÓS APRENDEMOS A VOAR COMO PÁSSAROS, A NADAR COMO PEIXES, MAS NÃO APRENDEMOS A CONVIVER COMO IRMÃOS"
sábado, 17 de novembro de 2007
O que já era bom, agora ficou melhor ainda!
A Stela e eu estávamos comentando esta semana quantas coisas que nós já fazíamos e que agora estamos recebendo o embasamento teórico de que precisávamos.
Sempre trouxemos muito teatro, jogo, brinquedo, fantasia... para a nossa sala de aula. Nunca fiquei insegura porque sabia que dava certo. Os alunos gostavam e com isto aprendiam e esta era a minha certeza.
Mas agora tenho muito mais convicção ao falar porque tenho onde embasar minhas idéias.
Vigotski em sua obra Linguagem,desenvolvimento e aprendizagem coloca que "do ponto de vista da psicologia da personalidade, os jogos imaginativos com regras e objetivos desenvolvem na criança importantes traços. O primeiro é a capacidade de submeter-se a uma regra, dominando e controlando o comportamento, subordinando-o a um objetivo específico. Também é nesses jogos que a criança faz pela primeira vez sua auto-avaliação. Ela avalia sua destreza, habilidade e progresso comparando-se com os outros participantes do jogo. É a partir dessa comparação que se origina a avaliação consciente eindependente que a criança faz de suas habilidades e possibilidades concretas. Estes jogos também surgem como uma possibilidade de introduzir um elemento moral na atividade da criança que surge da própria ação da criança, da prática, e não de uma máxima moral que ela tenha ouvido."
Piaget (1945-1971) afirma que o intercâmbio cultural realizado na brincadeira propicia à criança desenvolver noções de lógica, pois esta procura usar palavras que são comumente compreendidas, fazer afirmações verdadeiras e pensar logicamente.
Sempre trouxemos muito teatro, jogo, brinquedo, fantasia... para a nossa sala de aula. Nunca fiquei insegura porque sabia que dava certo. Os alunos gostavam e com isto aprendiam e esta era a minha certeza.
Mas agora tenho muito mais convicção ao falar porque tenho onde embasar minhas idéias.
Vigotski em sua obra Linguagem,desenvolvimento e aprendizagem coloca que "do ponto de vista da psicologia da personalidade, os jogos imaginativos com regras e objetivos desenvolvem na criança importantes traços. O primeiro é a capacidade de submeter-se a uma regra, dominando e controlando o comportamento, subordinando-o a um objetivo específico. Também é nesses jogos que a criança faz pela primeira vez sua auto-avaliação. Ela avalia sua destreza, habilidade e progresso comparando-se com os outros participantes do jogo. É a partir dessa comparação que se origina a avaliação consciente eindependente que a criança faz de suas habilidades e possibilidades concretas. Estes jogos também surgem como uma possibilidade de introduzir um elemento moral na atividade da criança que surge da própria ação da criança, da prática, e não de uma máxima moral que ela tenha ouvido."
Piaget (1945-1971) afirma que o intercâmbio cultural realizado na brincadeira propicia à criança desenvolver noções de lógica, pois esta procura usar palavras que são comumente compreendidas, fazer afirmações verdadeiras e pensar logicamente.
Um dia de terror bem brasileiro
Agora vou tentar descrever toda a emoção que eu e minha colega(do PEAD e de trabalho no turno da tarde) Stela sentimos ao realizar um dos trabalhos com nossas duas turmas juntas.
Juntamos nossas turmas e fizemos grupos onde haviam alunos da minha quarta série e do primeiro ano da Stela.
Lançamos a eles um desafio: Um dia de terror brasileiro ao invés de halllowen.
Eles pesquisaram personagens que assustam aqui no Brasil. Eles pintaram caras de cavalo e grudaram nas vassouras da escola,confeccionaram objeto com sucata e fantoches de vara, costuraram uma mula sem cabeça, cataram roupas no baú e apresentaram.
Estou sem palavras para descrever a maravilha de vê-los trabalhando no grupo, pesquisando, confeccionando, ensaiando e apresentando. Foi simplesmente o máximo, maravilhoso, encantador!
Eu e a Stela quase choramos de emoção. Foi indescritível!!!
Estamos tentando fazer a "Escola da Ponte" aqui em Rondinha. Envolvemos também as mamães que nos ajudam com as costuras e tudo o mais que precisar organizar. E que no final ficam como nós, babando com o sucesso dos filhos.
O teatro é um conhecimento que ultrapassa a idéia do desenvolvimento de uma forma de expressividade ou de desinibição, mas que possibilita também o desenvolvimento da operatoriedade(FÜRTH,1987,P.178). Conforme explica Ana Carolina Fucks, o fazer teatral torna possível uma maior compreensão por parte do indivíduo de si e do mundo que o cerca, pois exige uma reestruturação física e mental para tornar materiais e artísticas as idéias que pretende comunicar.
Viola Spolin, pesquisadora norte-americana, desenvolveu o sistema de aprendizado da linguagem teatral baseado na improvisação. A proposta dos jogos teatrais de Spolin está relacionada a "fisicalização", que é tornar físico, expressar e trazer para o plano material o que há no plano das intenções, das imagens, das sensações, dos pensamentos.
Juntamos nossas turmas e fizemos grupos onde haviam alunos da minha quarta série e do primeiro ano da Stela.
Lançamos a eles um desafio: Um dia de terror brasileiro ao invés de halllowen.
Eles pesquisaram personagens que assustam aqui no Brasil. Eles pintaram caras de cavalo e grudaram nas vassouras da escola,confeccionaram objeto com sucata e fantoches de vara, costuraram uma mula sem cabeça, cataram roupas no baú e apresentaram.
Estou sem palavras para descrever a maravilha de vê-los trabalhando no grupo, pesquisando, confeccionando, ensaiando e apresentando. Foi simplesmente o máximo, maravilhoso, encantador!
Eu e a Stela quase choramos de emoção. Foi indescritível!!!
Estamos tentando fazer a "Escola da Ponte" aqui em Rondinha. Envolvemos também as mamães que nos ajudam com as costuras e tudo o mais que precisar organizar. E que no final ficam como nós, babando com o sucesso dos filhos.
O teatro é um conhecimento que ultrapassa a idéia do desenvolvimento de uma forma de expressividade ou de desinibição, mas que possibilita também o desenvolvimento da operatoriedade(FÜRTH,1987,P.178). Conforme explica Ana Carolina Fucks, o fazer teatral torna possível uma maior compreensão por parte do indivíduo de si e do mundo que o cerca, pois exige uma reestruturação física e mental para tornar materiais e artísticas as idéias que pretende comunicar.
Viola Spolin, pesquisadora norte-americana, desenvolveu o sistema de aprendizado da linguagem teatral baseado na improvisação. A proposta dos jogos teatrais de Spolin está relacionada a "fisicalização", que é tornar físico, expressar e trazer para o plano material o que há no plano das intenções, das imagens, das sensações, dos pensamentos.
Por que você ouve tanta porcaria?
Revista Aplauso, Porto Alegre, ano 3, nº 22, 2000.Páginas 28-34
Lendo a reportagem acima, da aula de Música na escola, me senti com os pés no chão. Tem músicas que eu me nego a escutar.
Segundo a reportagem, "No caso da música popular brasileira - pelo menos nos últimos longos dez anos! -, essa porcaria emana sobretudo de inesgotáveis alê-auês que celebram desde frondosas dores-de-cotovelo até ela, preferência nacional, a bunda."
Logo a música com suas melodias harmoniosas que deveriam servir para emanar a delicadeza ou até o questionamento, o ritmo da vida, o compasso do coração, difundir a cultura, é utilizada de forma tão banal para a glória da indústria fonográfica brasileira.
Coloco aqui um questionamento que deixei no fórum de música. Nós educadores temos uma certa parcela de culpa. Afinal, conforme a matéria "O que geralmente acontece no universo das rádios, levando milhares de pessoas a movimentar as altas cifras da indústria do entretenimento musical, é a repetição."
Então, nós convivemos com nossos alunos durante, no mínimo quatro horas por dia, cinco dias por semana.
Revista Aplauso, Porto Alegre, ano 3, nº 22, 2000.Páginas 28-34
Lendo a reportagem acima, da aula de Música na escola, me senti com os pés no chão. Tem músicas que eu me nego a escutar.
Segundo a reportagem, "No caso da música popular brasileira - pelo menos nos últimos longos dez anos! -, essa porcaria emana sobretudo de inesgotáveis alê-auês que celebram desde frondosas dores-de-cotovelo até ela, preferência nacional, a bunda."
Logo a música com suas melodias harmoniosas que deveriam servir para emanar a delicadeza ou até o questionamento, o ritmo da vida, o compasso do coração, difundir a cultura, é utilizada de forma tão banal para a glória da indústria fonográfica brasileira.
Coloco aqui um questionamento que deixei no fórum de música. Nós educadores temos uma certa parcela de culpa. Afinal, conforme a matéria "O que geralmente acontece no universo das rádios, levando milhares de pessoas a movimentar as altas cifras da indústria do entretenimento musical, é a repetição."
Então, nós convivemos com nossos alunos durante, no mínimo quatro horas por dia, cinco dias por semana.
Que tal presenteá-los com repetidas doses de boa música?
Conforme o texto de Fanny Abromovich, Literatura infantil:gostosuras e bobices "o ritmo que o sentimento transmitido através de boas histórias e poesias é dado pelos olhos que vão seguindo linhas e linhas, pela voz que fala, pelo corpo que se move junto, seguindo o compasso dos versos, a cadência do poema, o envolvimento acontecendo por inteiro. Pode ser lindamente bailável, leve, rodopiante, Como um dos poemas de José Paulo Paes em É isso ali:
valsinha
é tão fácil dançar uma valsa,rapaz
pezinho prá frente pezinhoprá trás
prá dançar uma valsa é preciso só dois
o sol com a lua feijão com arroz"
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