sábado, 27 de março de 2010

Reunião com os Pais

Na terça-feira, dia 29 de março realizou-se a primeira Reunião de Pais na Escola La Salle. A Diretora  iniciou dando os avisos gerais e depois cada Professora foi para sua sala de aula acompanhada dos Pais dos seus alunos para que eles pudessem conhecer o espaço onde seus filhos ficam durante 4 horas do seu dia e o trabalho que eles vêm desenvolvendo.

Eu havia preparado a reunião com os alunos. Colocamos nossos trabalhos em exposição, fizemos um cartaz com envelopes escrito por fora o nome dos alunos e dentro de cada envelope tinha uma mensagem deixada pelo filho para o pai que se fizesse presente(quem não foi recebeu a mensagem no dia seguinte). 

Quando os alunos foram embora, deixaram em cima da sua mesa o seu estojo e quando os pais chegaram na reunião tiveram que reconhecer o estojo de filho e sentar-se naquele lugar, assim ficou fácil para eu saber quem era pai/mãe de quem. E depois que os pais pegaram as mensagens dos filhos também escreveram uma que ficou dentro do mesmo envelope que os filhos foram ansiosos pegar no dia de aula seguinte

Eu tenho 31 alunos e somente 4 não compareceram por motivo de doença ou trabalho. A sala estava cheia!

Pude conversar com eles sobre a minha maneira de trabalhar. Expliquei que eles trabalham em grupos para que possam exercer a prática do trabalho em equipe onde um ensina e aprende com o outro e que para isso precisam conversar. Falei também do blog da turma que já foi criado: www.lasalle31.blogspot.com e levei o computador com datashow e internet para que eles pudessem ver ali todos juntos(alguns já haviam acessado em casa pois os filhos têm o endereço). 

Aproveitei para falar da autorização para uso de imagem, entreguei na hora da reunião a folha e eles já me entregaram de volta. Eles ficaram orgulhosos de ver os trabalhos dos filhos em rede mundial, podendo assim ampliar a rede de aprendizagem para além da sala de aula. Fino(1998) diz que "o conhecimento não é uma coisa que se adquire por transmissão, mas algo que se constrói em interacção com o mundo e com os outros."

No final todos gostaram de ter vindo e mostraram-se muito receptivos ao nosso trabalho dispondo-se a ajudar no que fosse necessário.

sábado, 20 de março de 2010

UM ANO LETIVO QUE PROMETE...


2010 - Um Ano Ma-ra-vi-lho-so!!!

Estou iniciando o ano letivo muito feliz agora com uma turma de 3º Ano do Ensino Fundamental. Sinto-me como se estivesse doente e agora estou curada. Para mim, estar numa sala de aula é uma terapia de renovação, de encantamento...


Não existe dinheiro que pague os bilhetinhos carinhosos de todos os dias, a rosa colhida no próprio jardim e especialmente preparada, já sem espinhos para que eu não me machucasse ao recebê-la, a partilha do lanche, os elogios constantes...

A paixão pela sala de aula é como uma luz que me mantém acesa, ligada, pois não há problema que resista a 31 boquinhas chamando e acreditando que você vai chegar até elas para dar um apoio, uma orientação... Eu penso que não é por acaso que Deus me guiou para esta profissão. Tenho profundo respeito por estes anjos que vivem no meu caminho iluminando e me mantendo com espírito jovem sempre.

Se Deus quiser e assim o permitir este será um ano muito melhor porque muito tempo ainda está por vir. Paulo Freire afirma que produzir-se é conquistar-se... e 2010 será muito produtivo e de muitas conquistas porque o estágio vem aí cheio de expectativas, de muitas experimentações tecnológicas... Um desafio!

sábado, 13 de março de 2010

Apresentação do Portfólio 2009/2

No Dia 11 de março finalmente consegui apresentar meu portfólio referente ao VII Semestre do PEAD!

Foi um semestre difícil porque eu estava muito infeliz primeiro pela vida pessoal que esteve muito desafinada pelos sons e toques que se perderam e pelas inovações que me atropelaram fazendo com que eu tivesse que matar um leão por dia. Em segundo lugar, minha vida profissional esteve atribulada por atividades fora de sala de aula que me deixavam muito perdida pois não tinha meus alunos para compartilhar as experiências do PEAD que me acompanharam durante todos os outros semestres do curso.


Felizmente consegui mas com o apoio e compreensão dos mestres que me acompanharam e me orientaram pelos caminhos onde tive muitas dificuldades mas também muitas aprendizagens.


"Todos os dias de manhã, na África, o antílope desperta.
Ele sabe que terá de correr mais rápido que o mais rápido dos leões para não ser morto.
Todos os dias, pela manhã, desperta o leão.
Ele sabe que terá de correr mais rápido que o antílope mais lento para não morrer de fome."
Não interessa que bicho você é, se leão ou antílope. Quando amanhece, é melhor começar a correr."

Provérbio africano, retirado do livro O Mundo é Plano

domingo, 31 de janeiro de 2010

Kleiman(2006) diz que outra agências de letramento, como a família, a igreja, a rua, os lugares de trabalho mostram orientações de letramento muito diferentes.

Ao entrevistar alunos de EJA em Sapiranga percebi que um dos interesses mais pronunciados com relação a necessidade de frenquentar a escola era para acompanhar as leituras da igreja e quando assisti ao filme do Instituto Paulo Freire também fiquei encantada com a autonomia adquirida através da leitura construída, do valor que este hábito assumiu na vida daquelas pessoas que de agora em diante poderiam ler as placas das ruas, pegar o ônibus e tudo isso sem pedir ajuda.

É necessário que saibamos nos utilizar destas vivências para a Educação de Jovens e Adultos pois não podemos ignorar o que está fora dos muros da escola.
Paulo Freire(1980) vê a alfabetização como um processo capaz de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu pensamento, desenvolver a consciência crítica, introduzi-lo num processo real de democratização de cultura e de libertação.

Mas para que essa inclusão social aconteça de fato as famílias têm que assumir o seu papel primeiro na educação dos filhos, participando realmente das suas vidas, não apenas propiciando-lhes alimentação e conforto mas crescimento intelectual, moral e ético e a escola precisa ser aquela que acolhe, que espera, que se preocupa quando o aluno não freqüenta as aulas, que chama os pais não para reclamar mas para conhecê-los e saber o que acontece no dia a dia do aluno para que este conhecimento possa auxiliar no entendimento das suas construções, dos seus pertencimentos.

Penso que é importante refletir sobre estes aspectos porque muitas vezes percebo os pais chegando atucanados na escola querendo saber o que os filhos aprontaram quando muitas vezes é apenas um convite que queremos fazer a eles como já aconteceu quando queríamos chamá-los para serem pais conselheiros da turma do seu filho

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS


"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente e não deve se confundir com arte plástica, porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto, desde a germinação do projeto, até a conclusão efetiva da obra, há sempre, para cada caso específico, certa margem final de opção entre os limites - máximo e mínimo - determinados pelo cálculo, preconizados pela técnica, condicionados pelo meio, reclamados pela função ou impostos pelo programa, - cabendo então ao sentimento individual do arquiteto, no que ele tem de artista, portanto, escolher na escala dos valores contidos entre dois valores extremos, a forma plástica apropriada a cada pormenor em função da unidade última da obra idealizada. A intenção plástica que semelhante escolha subentende é precisamente o que distingue a arquitetura da simples construção."(Lúcio Costa)

O site http://pt.wikipedia.org/wiki/arquitetura traz a visão de Lúcio Costa de "arquitetura" e também a teorização da arquitetura moderna que surge de um "programa" incorporando as variáveis sociais, culturais, econômicas e artísticas do momento histórico.

Achei muito interessante parametrizar arquitetura em sua acepção natural e mais ampla com as arquiteturas pedagógicas estudadas no PEAD durante este semestre. É certo que uma arquitetura pedagógica deve ser pensada a partir do conhecimento prévio a respeito do grupo a que pertencem nossos alunos, parâmetros estes que também são levados em conta pelos arquitetos ao desenharem seus projetos urbanos, paisagísticos, ambientais,enfim...levando em consideração o que os clientes já tem e quais as suas necessidades.

É certo que os arquitetos ao desenharem seus projetos além do conhecimento do seu público, têm sua própria filosofia. Assim os educadores têm suas concepções pedagógicas que norteiam suas arquiteturas e somados ao seu sentimento individual, no que ele traz de bagagem o consenso entre os extremos encontrando a maneira mais apropriada de utilizar os recursos materiais e humanos e principalmente as tecnologias da informação tendo como finalidade a a construção de conhecimento.

domingo, 24 de janeiro de 2010

APRENDEMOS A VIDA TODA! NÃO HÁ TEMPO PRÓPRIO PARA APRENDER...



Sou uma professora que se encanta com as construções dos alunos, adoro observar a pureza com que falam de si e do seu cotidiano, o encanto revelado pelo olhar frente a uma nova descoberta das crianças é maravilhoso.

Por esta razão vi o filme do Instituto Paulo Freire e me senti emocionada ao ver o depoimento daqueles senhores falando da sua liberdade adquirida após o encontro com pessoas que lhe mostraram um país mais fraterno favorecendo o convívio e a troca entre as pessoas porque eu sempre tive contato profissional com crianças mas percebi que a maravilha de começar a ler o mundo, aproximando-se mais criticamente de si mesmo e do meio, assumindo seu pertencimento e tendo capacidade para transformar a sociedade em que vive encanta pessoas de todas as idades.

Constatei que mostrando ao povo o seu avanço através do diálogo, trabalhando assim a oralidade e entendendo que o erro é o momento do acerto onde o aluno entra em conflito e é desafiado para pensar e modificar não tem limite de idade para ver a alegria nos olhos de quem aprende.